Velocidade também como causa do acidente III

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Conforme salientamos na última oportunidade, condutor cauteloso e prudente possui inúmeras chances de evitar os acidentes ou amenizar as consequências, pois a velocidade excessiva poderá ensejar a responsabilidade num acidente de trânsito.

Contudo, vencida a etapa da direção defensiva, ou seja caso venha ocorrer o sinistro, é inasfastável que os condutores, autoridades ou terceiros venham adotar os procedimentos quanto às provas do fato, a fim de proporcionar um justo julgamento, no futuro, perante os processos administrativos ou judiciais. Para isso, devem ser observados e registrados todo o contexto vivenciado, isto é a dinâmica do acidente, a sinalização, via preferencial, indicando as testemunhas, direção/sentido, fotos, condições climáticas (principalmente a posição solar ou outras fontes de luz, bem como a influência da chuva), iluminação pública, pavimento, terreno (inclinação, aclive, declive, reta, curva...), ponto de percepção, raio visual para cada um dos condutores (dois pontos de intercessão), marcas e distância de frenagem e/ou derrapagem, condições dos pneus, equipamentos, distância de parada após o impacto, distância de projeção das partes da carroceria, arrastamento de outro veículo, danos (localização, intensidade e orientação dos mesmos), a utilização do cinto de segurança por parte dos tripulantes, condições físicas, psíquicas e outras alterações comportamentais dos condutores.

Todos esses elementos visam colaborar com a justa decisão contra cada uma das partes envolvidas nos fatos.

Da mesma forma em caso de atropelamento as autoridades devem adotar os procedimentos essenciais, acrescentando, entre eles, o local e o sentido que o pedestre utilizava a via, a existência ou não de faixas de segurança no local ou nas proximidades (é imprescindível para responsabilizar o condutor do veículo ou a própria vítima), posição final da mesma, os danos no veículo e, durante e logo após o atendimento dos socorritas, sejam registradas as lesões que a princípio foram identificadas e o estado de saúde que a mesma restou atendida no local a fim de buscar a análise dos procedimentos feitos na rede hospitalar. Muitas vezes há disparidade entre as lesões sofridas na ocasião do sinistro e os resultados advindos com o tratamento no hospital. A relação causa x efeito é fundamental para fins de responsabilidade.




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