Sobre os modos de agir diante da existência

Postado por: Israel Kujawa

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Inúmeras são as formas de caracterizar o comportamento humano diante da existência, no entanto, o conjunto das atitudes podem ser aglutinadas no que é reconhecido como ação reativa e como ação proativa. A atitude reativa segue os estímulos externos e se aproxima do que conhecemos como consequência do contexto. A atitude proativa difere da reativa, por não se limitar ao estímulo externo, provocado pelo ambiente e por conceder espaço significativo para o protagonismo do sujeito individual.

 A reatividade é resultado de comandos externos advindos da sedução e da sedação, causada pelos excessos em geral, influenciado as pessoas a, simplesmente, responder estímulos, sem espaço e tempo para a reflexão. A proatividade é dependente da percepção de oportunidades detectadas pela pessoa que protagoniza a mesma, não seguindo, portanto, um ritual obrigatório ou preestabelecido.  Com a distinção clara entre os dois tipos de comportamento é possível analisar as ações em geral, bem como o próprio procedimento de quem faz a análise. Os comportamentos em geral incluem aspectos proativos e reativos, cuja distinção exige análise ampla e complexa. 

Para um bom entendimento das relações e distinções entre estes dois modos de ser, se faz necessário analisar exemplos. Um exemplo ilustrativo, a ser incluído no grupo das práticas reativas é a educação formal em geral, seja ela educação básica ou superior. É assim caracterizada, pois está subordinada ao obrigatório e preestabelecido.  Outro indicativo que justifica o predomínio de aspectos reativos do comportamento institucionalizado é a diminuição da centralidade das instituições de ensino em pessoas protagonizadoras, destacadas e valorizadas na sociedade. Agregado ao fato de que gênios da humanidade como Albert Einstein (1879-1955), não tiveram sucesso, especialmente, na educação básica.

Na biografia de Einstein consta que um de seus professores chegou a dizer que ele nunca iria servir para nada, pois sua presença era indisciplinada, desatenta e negativa, o que o levou a ser suspenso várias vezes, culminado com sua expulsão do estabelecimento de ensino. Os exemplos, como o desse caso, são pontos de partida férteis para analisar os modos de agir, diante da existência. A partir deles é possível identificar se as ações desenvolvem as potencialidades singulares de cada ser humano e são proativas ou se apenas refletem as influências externas, que anestesiam a criatividade e a singularidade, que manipulam, tornando as pessoas predominantemente reflexos do meio existencial.

 

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