A “piada” do trânsito de Passo Fundo

Postado por: Dilerman Zanchet

Compartilhe

Durante a semana, escrevi em uma postagem em minha página do Facebook, sobre a incoerência e a ousadia de se aproveitar uma notícia nacional para tentar tirar proveito político. O fato deu-se após a divulgação, por parte do Denit, de que o número de acidentes com mortes no trânsito estava diminuindo no Brasil. Inteligentemente uma autoridade de Passo Fundo julgou tomar para si os números e, mesmo sem estatísticas, tirar proveito disso em benefício político próprio. Claro que, do alto de sua dinastia, angaria bajuladores de todos os lados. Alguns pela necessidade do cargo que ocupam, outros pelo simples fato de que, “se o homem falou, tá falado”.

É constrangedor saber que temos um dos piores trânsitos de todo o Estado, se não do Sul do país. E mais constrangedor ainda é saber que a Prefeitura, na gestão anterior (parece-me que faz uns três anos), pagou uma empresa paulista – isso mesmo, paulista – para vir aqui realizar um estudo sobre o trânsito. O resultado não foi divulgado. Tentei, à época, um contato com a empresa, que alegou não ter autorização da contratante (Prefeitura de Passo Fundo) para tal ato. Até hoje não se sabe o que foi diagnosticado, quanto foi pago para tal “estudo” e, tampouco, as medidas indicadas para a melhoria.

No entanto, melhoria nenhuma foi feita.

O que o órgão responsável em Passo Fundo faz pelo caótico trânsito? Absolutamente nada. Acham que tudo está às mil maravilhas. Mas não é bem assim. E cito alguns motivos ou exemplos:

- A total discrepância entre os semáforos, com sincronia inadequada;.

- A falta de efetivo da guarda municipal, que tem 75 pessoas no total, e, segundo informações obtidas, 25 em média de atestado ou laudo, 15 no serviço burocrático e 35 para dividirem-se em três turnos;

- Falta de fiscalização, a partir do “convênio” entre Brigada Militar e Guarda municipal, onde a primeira exime-se de prestar serviços ao trânsito, no que tange à fiscalização e verificação, atuando somente quando solicitada para apoio à algumas ações, como as Baladas Seguras, ou em casos de acidente com lesões;

- Total desrespeito à sinalização que, mesmo precária, foi colocada em vários pontos determinantes da Avenida Brasil, uma das mais, senão a mais movimentada da cidade. Porém, sem a devida fiscalização, pouca gente respeita.

- Alguns cruzamentos, por conta da “capacidade de gestão” do trânsito, têm placas de PARE tanto para uma quanto para outra via. Quem não entende, vai até a Praça da Vera Cruz, em frente à Igreja, e tenta entender. Depois pode até comentar aqui;

E muitos outros fatos que poderiam ser narrados, mas, entendo ser pura perda de tempo.

Aliás, perder tempo é tentar entender a hipocrisia que ronda os aspectos políticos locais. Entendem que, endossados pelos representativos números de outubro, não se precisa fazer mais nada. Nem pagar as contas.

E, para minha não surpresa (o assunto sempre é palpitante), centenas de pessoas curtiram ou comentaram. Claro que minha espingarda é pequena se comparada a algumas metralhadoras pagas. Mas dá tiro.

Para encerrar e antes da frase final, vale conferir o que o passarinho me contou: Que, para 2017, o ano financeiro precisaria encerrar em 10 meses, já que toda a arrecadação de dois meses seria comprometida para as contas não pagas neste ano.

Será verdade?

E, enfim, o desejo de um Feliz e Santo Natal a cada um dos leitores deste espaço. Deus nos proteja dos males. Amém!

Leia Também 33º Domingo do Tempo Comum. O Enart, de novo! A importância de ter uma recepcionista/secretária preparada em seu consultório. Feito é melhor que perfeito