Da herança e das rapinas

Postado por: Neuro Zambam

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A morte de um familiar atinge todo o entorno da família, dos amigos, dos colegas de trabalho e outros cujas relações são próximas. Exceto quando a morte envolve uma fatalidade como o recente caso de Chapecó, o círculo é menor e a assimilação ou o luto depende das circunstâncias como idade, doença prolongada, qualidade da convivência, trajetória de vida e outras circunstâncias. Na verdade cada caso é um caso.

Após o período que envolve o funeral e os pagamentos mais fáceis e necessários, normalmente, aparecem os maiores problemas. Qual a minha parte?

Nesse momento as famílias revelam a qualidade da sua convivência, a história que construíram e os valores que a sustentam. Existem inúmeras situações que podem ser citadas como exemplo e contra exemplo. Em todas as situações ficam algumas ‘rusga’.

As pessoas com melhor formação, prática religiosa que se pretende exemplar ou com um conjunto de ações e discursos de ajuda, tolerância ou prática de obras de caridade afamadas ou divulgadas com boa referência, nem sempre repercutem o mesmo exemplo nessa hora.

Antes, tem-se percebido, que são aqueles que empreendem as piores práticas e avolumam o individualismo de forma estratosférica, arrogante e exploratória que beira – ou ultrapassa, dependendo da estrela que usa ou do posto que ostenta – as práticas evidenciadas na política brasileira: mensalão, petrolão e jóias das boas lojas italianas.

Os bens que uma pessoas adquiriu ao longo da sua existência deveriam contribuir para uma vida digna e o bem-estar do proprietário e da sua família. Quando os bens são sinal ou motivo de discórdia e inimizade, sinaliza para diversas percepções. Por exemplo, um filho foi incapaz de construir seu próprio patrimônio, não aprendeu as lições de casa, a educação fora de casa estragou a personalidade, a inveja tomou conta das suas relações, não gosta de trabalhar, precisa de compensação ante frustrações de trabalho e, família e amizades, não aprendeu administrar o dinheiro seu e dos outros, e assim a lista poderia seguir. 

As pessoas não deveriam acumular bens de forma desproporcional, quando isso acontece algo está errado nas entrelinhas da conquista dos recursos e na sua administração. Por sua vez, é na partilha da herança que as pessoas demonstram o valor da família, o que aprenderam, o que desaprenderam, o que ensinaram e o que construíram.

O cotidiano nos ensina, ‘se queres conhecer alguém dê-lhe poder e dinheiro’. Na partilha ou disputa da herança se pode dizer: “se queres conhecer o que uma família ou um filho contribuiu durante a sua vida, dê-lhe a oportunidade de conduzir o inventário da sua família”.

 

 

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