Dar área para quem invade, ou para quem espera na fila?

Compartilhe

 

Um problema social muito sério terá que ser enfrentado pelo município, mais cedo ou mais tarde. Hoje, entre terrenos grandes e pequenos, são mais de cem áreas públicas invadidas em Passo Fundo. Centenas de famílias moram irregularmente nestes lugares e podem ter que sair, tão logo a Justiça determine o cumprimento da reintegração de posse. Em contrapartida, na fila da secretaria de Habitação, cerca de 15 mil pessoas aguardam pacientemente por uma habitação popular. O que fazer, regularizar áreas invadidas ou retirar essas famílias, construir e atender quer procurou os caminhos legais? A verdade é que todos precisam e merecem, pois, moradia é um direito prioritário e dever do estado. O fato é que uma hora terá que ser feita uma opção, pois não existe áreas e nem recursos para todos.

 

Pena dos indiozinhos

Chama atenção a quantidade de crianças indígenas que estão pedindo esmolas pelas ruas de Passo Fundo. Normalmente nas sinaleiras da Avenida Brasil, na praça Tochetto e na Rodoviária. Lindas crianças, mas sujas e aparentemente descuidadas, chegam com a feição triste e pedem uma moedinha, é de dar pena. Enquanto isto, os pais ou sei lá quem, monitoram a distância, ou seja, usam as crianças para sensibilizar as pessoas, verdadeira covardia. O pior é que pouco se pode fazer, pois os indígenas têm uma legislação diferenciada e o próprio Conselho Tutelar tem pouca autonomia sobre o caso. Apesar de dar pena, não podemos ajudar, isto só alimenta esta cadeia e cada dia terá mais crianças pedindo pelas ruas. Quem teria que fazer alguma coisa é a Funai, porém praticamente não existe mais, só no papel.

 

Economizar como?

Os especialistas em economia, professores e doutores da área, deixam a população espantada, quando dizem que o momento é de economizar, para ter dinheiro para viver na velhice, principalmente agora que estão mexendo na aposentadoria. A questão toda é como guardar, se o que a maioria ganha dá para pagar as contas e se sustentar, com baixa qualidade de vida. O endividamento da população cresce todo o mês, os impostos aumentam, o mercado sobre preços quase que diariamente, estamos com a faca no pescoço, não tem como pensar em economizar. Economizar o quê? Desemprego aumentando, salários achatados, país quebrado pela corrupção. Temos que ser otimista, mas realista também, pois a situação é muito difícil e vai continuar por longo prazo. Os servidores públicos querem ganhar mais, só que é bom lembrar que para um servidor público ganhar mais, ter mais vantagens, plano de carreira e outros benefícios, a população como um todo é quem paga esta conta. É meu amigo, vamos em frente e salve-se quem puder.

 

OAB aumenta anuidade

Vejam só o exemplo da OAB que aumentou a anuidade em 25%, passando a cota única de R$782,39 para R$ 1 mil, o que pegou muitos advogados de surpresa, com um aumento bem acima do esperado. A discussão sobre a tarifa de ônibus é de um reajuste em torno de 15% bem menor, não é? Aliás muitas reclamações sobre a OAB nas últimas semanas. O espaço continua aberto para esclarecimentos...

Leia Também Pentecostes Semana de Oração pela Unidade Cristã Jovens ainda escolhem ser professoras É preciso afiar o machado