Congresso Tradicionalista: Mudar ou não mudar?

Postado por: Dilerman Zanchet

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Realiza-se neste final de semana, na cidade de Bento Gonçalves, o 65º. Congresso Tradicionalista Gaúcho, evento que reúne patrões, coordenadores regionais, prendas e peões do Rio Grande do Sul, para discutir a cultura e a tradição.

Mas discutir, essencialmente, o quê?

Mudanças. E mudanças é o que precisamos urgentemente no meio tradicionalista. Mudar os ranços, os rancores, as hipocrisias, tirar do meio as laranjas podres, que se acham donas do movimento.

Mas, como fazer isso?

Participando, apresentando propostas, discutindo, através de projetos e questões de ordem.

Fui convidado, pela Sétima Região, a estar presente neste evento. Agradeci à dona Gilda, que é uma lutadora incansável. Ver e ouvir algumas coisas que acontecem neste evento realmente é complicado. Tem coisas das quais a gente procura abster-se.

Uma delas, por exemplo, é saber que vão aprovar o Dia da Imprensa Tradicionalista. E nos outros dias, não existe imprensa tradicionalista? E neste dia, todos os profissionais que cobrem os eventos tradicionalistas terão que usar pilcha?

Tem outros aspectos. Porém, poucos são os que aceitarão as sugestões que seriam dadas. Nominando algumas, eu incluiria: Proibição de membros avaliadores terem parentes de primeiro grau como instrutores, no caso das danças tradicionais. Ainda: Que se reduza drasticamente o número de avaliadores do Enart. Que os avaliadores do Enart não possam avaliar mais que três rodeios da temporada e, estes, sendo fiscalizados pelo MTG, que sejam destinados a tal evento através de sorteio. São ideias.

Aí algum leitor vai dizer: Mas por que não levou estas propostas ao evento? Respondo: Elas tem que passar por uma comissão, um crivo e que, do jeito que está a coisa, não passaria pela portaria da tal comissão.

Mas, enfim, é mais um encontro do tradicionalismo. O importante, entendo eu, é que estão acontecendo algumas mudanças. Podem não ser tão pontuais como gostaríamos, mas estão acontecendo. E vem desde a eleição da nova direção do MTG, no ano passado. Algumas peças estão sendo retiradas do quebra-cabeças. As peças que estão emperrando o desenvolvimento, pelos vícios e pelas benesses, estão caindo. Isso é pertinente.

Enfim, passa mais um ano e a atual direção do MTG tenta mudar, mantendo, ainda que assim, os rumos que norteiam o tradicionalismo. É uma mudança, não mudando.

 

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