Hidrovias: modal para o desenvolvimento

Compartilhe

O Rio Grande do Sul é um estado privilegiado pela extensa malha hidroviária que possui,  formada por 930 quilômetros de hidrovias.  Porém, ainda estamos atrelados a logística do transporte rodoviário para o escoamento de nossa produção. O uso de hidrovias é uma alternativa econômica e menos poluente de transporte, contudo,  o governo Sartori segue na contramão do desenvolvimento, com a proposta de extinguir a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH).

A SPH é de suma importância ao fomento de políticas públicas que incentivem o desenvolvimento do  sistema hidroviário no Estado, estratégico para  alavancar a economia do RS.

A nossa malha hidroviária está equipada com um porto marítimo, dois portos fluviais e quatro portos interiores. As vias navegáveis interiores são estratégicas na redução de custos e  na economia de combustível no transporte de cargas. Acrescente-se a isso, a conseqüente redução do tráfego rodoviário, do número de acidentes, do custo de manutenção das rodovias estaduais e de perda de produto durante o transporte.

Os benefícios das hidrovias passam, também, pela questão ambiental. Estudo de  ONG, aponta  que a cada 1.000.000 de toneladas inseridas na logística hidroviária do RS, são  28.670 carretas carregadas (34,88 ton./carreta) a menos nas estradas gaúchas, menos 145 toneladas de CO2 não emitidas para a atmosfera e uma economia de  11.000.000 de litros de óleo diesel.

Quero chamar a atenção para a qualidade dos nossos portos. O porto de Rio Grande, por exemplo, está entre os mais importantes do continente americano em produtividade e consolida-se como o porto do Conesul.  É o segundo mais importante porto do país para o desenvolvimento do comércio internacional brasileiro.

Dados do próprio governo, que quer extinguir a SPH, destacam que a movimentação no porto público de Porto Alegre teve recorde mensal no mês de outubro de 2016, registrando mais de 163 mil toneladas de importação, se comparado ao mês de outubro de 2015 (60 mil toneladas), houve um incremento de 171%. 

O desenvolvimento do nosso Estado passa pela logística dos portos. Precisamos de um projeto de governo sério e eficaz para a retomada do crescimento econômico do Estado, com incentivo aos multimodais. Não à extinção da SPH, não ao estado mínimo de Sartori.

 

Leia Também Não incide IOF sobre fluxo financeiro em participação em sociedade “Enviados para testemunhar o Evangelho da paz” Solução para o atraso Eleição Presidencial: A ecologia não é questão secundária!