Acidentes de trânsito – regras e o respeito à vida humana

Compartilhe

Se de um lado as nossas vias públicas permanecem as mesmas dos anos 80, é certo que nossos veículos se transformaram em verdadeiras máquinas com potencial mortífero violento; de outra banda, o homem com seus problemas psíquicos cada mais elevados. Ora, no primeiro caso, a engenharia de tráfego procura fazer as justas adequações visando a segurança junto ao trânsito. Em relação aos veículos se denota facilmente um avanço inversamente proporcional ao crescimento ou melhorias das vias públicas. Portanto, para uma solução rápida e eficaz dos problemas no sistema viário nos resta apenas amparar a pretensão naquele que possui a capacidade do racional e o pensar segundo o crescimento nas relações humanas: o homem.

No entanto, como observamos no cotidiano, o ser humano enfrenta inúmeras dificuldades no avanço de suas relações com seu semelhante. Aliás, na condição de condutor vem olvidando a imperiosa necessidade de uma relação fraterna no uso do espaço público, especialmente no cumprimento das leis. Ora, se o condutor não possui consciência para uma harmoniosa relação com o trânsito, advém a necessidade de regras com graves penalidades visando restabelecer o bem e a ordem.

Assim, na ausência do uso do racional – e da capacidade de pensar – bem como dos laços fraternos que proporciona a união entre as pessoas, surgem as leis que estabelecem diretrizes no comportamento no trânsito, ou seja, regras para disciplinar o deslocamento nas vias públicas. Lamentável! Essas inúmeras normas visam à proteção dos principais elementos: os condutores, passageiros e pedestres.

Em síntese, são regras para proteger a vida, o que contraria os princípios básicos da existência humana, uma vez que é da natureza do ser procurar - a qualquer custo – garantir a sua existência. Isso, por óbvio, deveria ser elemento básico de alguém que possui a capacidade de pensar e de se proteger. Se existe o desejo de alcançar o bem comum e viver, à evidência deveria pretender esse ideal ao próximo e, como tal, eram desnecessárias regras ou pelo menos a consciência quanto ao fiel cumprimento destas.

Pois bem. Diante do contexto em que vivemos não há dúvida que surge a necessidade de atos conscientes no agir (examinando-os), sendo que esses deverão ser colocados à luz das regras de trânsito, sob pena das penalidades cíveis, criminais e administrativas. É importante ressaltar que, ao ignorar os princípios básicos de relações no trânsito, colocamos em jogo o bem mais precioso: a vida humana. Preservá-la, é nosso dever! 

Leia Também A (falta de) leitura e as redes sociais 25º Domingo do Tempo Comum. Escute o que seu coração deseja Mortes no Trânsito: De quem é a responsabilidade?