A importância do bugio para o diagnóstico de casos de Febre Amarela

Postado por: Manoela Cielo

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Estamos vivendo mais um surto de febre amarela no Brasil e infelizmente casos em que bugios são mortos por moradores que temem a doença, são novamente registrados.

Os bugios são os principais hospedeiros e vítimas da febre amarela, funcionando como verdadeiros sentinelas, ou seja, quando alguns começam a aparecer mortos devido a doença, surge um alerta para que campanhas preventivas e de vacinação sejam realizadas naquela região.

O ciclo da febre amarela no passado se restringia às florestas, com a degradação ambiental causada principalmente por ações antrópicas, além de outros fatores, casos como esses se aproximaram dos centros urbanos.

Na mata o vetor transmissor da febre amarela é o Haemagogus. O mosquito ao picar um macaco contaminado, recebe o vírus, passando a transmiti-lo nas próximas picadas. Um homem não vacinado ao entrar nesse ciclo também pode transmitir ou ser infectado pela picada do mosquito.

Em 2008 e 2009 vivemos um surto de febre amarela no Rio Grande do Sul onde muitos animais foram mortos por moradores e também pelo vírus. Na época, campanhas para informar que o bugio não era o transmissor da doença e que se tratava de uma espécie da fauna ameaçada de extinção, foram realizadas por ONGs, Prefeituras e instituições relacionadas.

É importante salientar que de acordo com a Lei Federal de Crimes contra o Meio Ambiente 9.605/98, é crime ambiental maltratar animais da fauna silvestre.              

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