Semáforos, acessos e boa vontade

Postado por: Dilerman Zanchet

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Passo Fundo precisa, há muito tempo, de um administrador competente para o trânsito local. Há uma enorme carência e falta de boa vontade, além de equipamentos e suporte humano, para que o problema se resolva definitivamente e que possamos enquadrar a área urbana como de cidade grande.

Há alguns dias ouvi que uma “autoridade” pretendia elevar o município à metrópole, haja vista a quantidade de cidades vizinhas que dependem comercial e economicamente de nossa cidade. Sim. Teríamos em Ernestina, Pontão, Coxilha, Marau e Mato Castelhano cidades da região “metropolitana de Passo Fundo”. Que baita iniciativa.

Mas, reportando-me especificamente ao trânsito: Os acessos à UPF, que há mais de dois anos escrevi aqui ser um verdadeiro caos, sem qualquer alternativa, iniciativa ou posição pública das autoridades, sejam municipais, estaduais ou federais, já que a área pertence à BR 285, continuam na mesma. Ou você burla a lei, ou vê o automóvel da frente burlarem a lei. E trânsito, num piscar de olhos, ou você está vivo ou nem tanto. Pelo menos para a administração municipal, que deveria tomar a frente do assunto, parece ser coisa de muito pouca importância. E não é de agora. O problema é bem antigo. Lembro quando Carrion era prefeito que chegou a propor a construção de uma elevada, viaduto ou coisa do gênero. E quase o chamaram de louco. Olha a importância disso nos dias de hoje.

Mas voltemos ao centro da cidade. Na área mais central. Há cerca de três meses, espalharam-se semáforos, ou sinaleiras, por toda a grande área central. Para se ter ideia, tem na descida da Chicuta rumo ao Bosque, tem na Daltro Filho rumo ao Bosque, tem em ruas adjacentes às principais vias de acesso, e, no ponto de vista de algumas pessoas que entendem do assunto, estas não seriam tão necessárias. Deve ter sido mais ou menos assim: “Vamos comprar algumas sinaleiras. Onde colocá-las? Ora, coloca onde possam andar com mais velocidade!” E por aí a coisa vai.

Na Paissandú, esquina do Hospital da Cidade, por exemplo, que tem um grande fluxo, não há sinaleira. Interessante o pensamento dos pensadores do trânsito.

Não vou esquecer de que, há uns quatro anos, foram pagos altos valores para que uma empresa viesse de São Paulo fazer um levantamento, análise, coisa assim, e que o resultado até agora não foi divulgado. Eu tentei várias vezes conseguir isso e não obtive respostas. Nem o custo da empresa foi divulgado.

Aliás, custos e débitos, ao que consta, são assuntos proibidos no Paço Municipal.

Patrulhamento pela posição contrária, ao que indica, nem tanto. Sim, patrulhamento na opinião dos que nem sempre dizem Amém.

Enfim, a falta de boa vontade, ou, a MÁ VONTADE em se tratar do trânsito de Passo Fundo como coisa séria é pertinente e factual. Precisamos de solução e não de sinaleiras.

Há, sim: Solução, sinaleiras bem colocadas e pessoas. Aqui, quando se trata de duas ou quatro rodas, é terra de ninguém. 

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