A educação e os processos pedagógicos

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Os convívios familiares, sociais e escolares são bases dos comportamentos das pessoas. Em consequência disto, todos temos envolvimentos, responsabilidades e coparticipação nas condições atuais e na construção das futuras situações sociais. Dito em outras palavras, todos nós podemos mudar a nossa forma de agir e, também, a capacidade de interferir na ação de quem convivemos. Esta capacidade se encaixa, especialmente, para as funções de pais e professores.

Estas duas referidas funções merecem a atenção do conjunto da sociedade. É fato que para uma delas, a de professor, existem cursos, graduações, mestrados, doutorados, cujo objetivo é a capacitação desta nobre função social. No entanto, é comum a reprodução do sentimento de que estas capacitações institucionais não preparam para o exercício da docência. Uma das alternativas, insubstituíveis para superar esta incapacitação é a formação em processo, a partir das situações problemas. Esta formação é regulamenta em lei e deveria ser entendida como obrigação dos gestores e condição para o exercício pedagógico.

Um tema a ser analisado se associa com as convicções expressas por muitas pessoas afirmando que “a educação vem de casa”.  Neste entendimento está implícito que a escola tem a função de ensinar os estudantes que já devem estar educados para receber e aceitar a capacitação. No entanto, por força de lei, todos os indivíduos, especialmente as crianças e os adolescentes dever estar na escola, incluindo quem não tem capacidades mínimas de convívio social, bem como aqueles que não entendem e não aceitam a proposta. Quando uma pessoa, por razões de ordem subjetiva ou social, apresenta este comportamento, o propositor da mesma, se desejar lograr êxito, deve identificar e ressignificar estas razões, sob pena de insistir em um proposta fracassada na origem.

Além disto, a ineficácia pedagógica da maioria das instituições de ensino, se deve a padronização dos processos de transmissão de informações e de conteúdos.  Houve um tempo que as pessoas precisavam destes espaços físicos para acessar informações, mas com a disponibilização virtual dos mesmos, isto deixou de acontecer. Em consequência das características da vida em sociedade, no século XXI, incluído as incertezas, a complexidade do conhecimento e dos comportamentos, os processos pedagógicos devem ser repensados. Para tanto, a recapacitação constante é condição para o exercício da função de professor. Da mesma forma, para a paternidade e a maternidade. A capacitação para o exercício adequado destas funções se apresenta como requisito para que os bons processos pedagógicos desenvolvidos na educação sejam efetivados.

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