Desgostos

Postado por: Neuro Zambam

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Na minha juventude, em uma leitura que na época foi marcante, gravei uma declaração que seguidamente impacta minha imaginação: “É melhor morrer a perder a vida”.

A vida é feita de inúmeras ações, atitudes e empreendimentos que por vezes são assertivas e, em outras circunstâncias, são frustrantes e marcam negativamente a existência individual, familiar, comunitária e social.

A crise política que atualmente constrange o país é a demonstração de como um período que deveria ser de inúmeras conquistas sociais e oportunidade para a evolução social, deixa uma nação inteira atônita, envergonhada e sem rumos seguros por outro período igualmente expressivo.

A falta de cuidado com as relações familiares pode levar os pais a erros perigosos, por exemplo, quando renunciam ao exercício da sua autoridade em relação aos filhos ou quando a violência verbal e física marca a história da família e envergonha os filhos e os próprios pais para sempre.

Há, por sua vez, exemplos e situações que são verdadeiros santuários de aprendizado, engrandecimento e realização nas relações familiares e sociais que orgulham e engrandecem multidões.

Os desgostos. Estes machucam, maltratam e empobrecem a vida das pessoas, colhem vidas preciosas prematuramente, afastam os pais do convívio dos filhos e vice-versa. Quando um pai dedica toda a sua vida à boa formação dos filhos e destes recebe como resposta o desprezo, porque é uma pessoa desatualizada, não fala bem, não sabe se portar em público ou envergonha os amigos dos seus filhos, algo gravíssimo está acontecendo com a vida de tais sujeitos.

O que dizer quando os filhos dizem ao pai que se afaste de casa porque ali não é seu lugar?

Muitas pessoas morrem por isso. A trajetória de vida de uma pessoa tem a marca das suas conquistas, da realização dos seus sonhos, das vezes que começou de novo e, especialmente, pelo reconhecimento que recebe dos seus colegas, amigos, familiares e daqueles que em relação a ela têm responsabilidade.

O erro, e às vezes uma vida amarga, não justificam e exclusão, o abandono e a falta de cuidado. O homem traz na sua essência as condições de começar de novo, do arrependimento e da capacidade de pedir perdão.

O amor filial, familiar e a construção de amizades duradouras e cheias de sentido têm o poder de aglutinar e unir grupos e pessoas. Os desgostos estão na origem da amargura e falta de condições de continuar a viver com serenidade.

A melhor opção e construir pontes ao invés de implodir relações.  

 

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