A história do patrocínio nas camisas dos clubes de futebol do Brasil

Postado por: Luiz Carlos Carvalho

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Olá, amigos internautas!
Todos sabemos que os clubes de futebol não podem mais viver exclusivamente das rendas e de algumas promoções, como ocorria antigamente. Há que se estabelecer um excelente plano de marketing, divulgando as marcas e, com isso, aumentando o faturamento.
O cenário brasileiro começou a mudar a partir dos anos 80. Surgia a publicidade nas camisetas dos clubes do futebol, até então o que ninguém imaginava, diante da manutenção das cores tradicionais dos clubes e sem qualquer acréscimo. Era o ano de 1982 quando o Sport Club Internacional, de Porto Alegre, abriu as portas para a novidade.
A propaganda na camiseta colorada foi de um refrigerante, com a inscrição acima dos números jogadores.  A decisão dos dirigentes do Beira-Rio, atuando na vanguarda, surgiu após a aprovação do Conselho Nacional de Desportos (CND) para partidas amistosas internacionais. A alternativa despertou o interesse de outras agremiações interessadas em ampliar o seu caixa. As propostas de empresas foram surgindo.
Já no ano de 1987 deu-se o salto definitivo, quando os clubes se rebelaram com a CBF, decidindo elaborar o seu próprio Campeonato Brasileiro. Surgia a Copa União, que era para contar com treze participantes, os maiores do país (dupla Gre-Nal, os quatro grandes de São Paulo, os quatro grandes do Rio, os dois grandes de Minas Gerais e Bahia). Diante da pressão se incluíram mais Coritiba, Goiás e Santa Cruz.
Pelo grande interesse do público na competição, outra linha de bebidas ofereceu uma excelente oferta para colocar a sua marca em todas as camisas. Proposta feita e, logicamente, aceita.
Naquela temporada só houve um obstáculo. O logotipo na camisa com o fundo vermelho trouxe um mal-estar para o Grêmio. Em função da rivalidade, sem dúvida a maior do país, em relação ao Internacional, o anunciante aceitou alterar o logotipo.
Hoje é raro se encontrar um clube que não tenha patrocínio na camiseta. Trata-se de uma fonte de renda bastante preciosa também para as forças do interior. O Esporte Clube Passo Fundo, em certa temporada, chegou a criar um plano com um parceiro diferente para cada número.
Porém, existe uma ressalva em relação aos patrocinadores nas camisetas de seleções. Como o futebol representa a soma de grandes marcas, a FIFA impede qualquer chance de possibilidade. Preservar os uniformes, que são verdadeiros símbolos nacionais?  Até pode ser, mas a razão principal é que a entidade não quer abrir espaço para que possam aparecer produtos concorrentes aos de seus patrocinadores oficiais.
A entidade máxima do futebol mundial não faz restrição à logomarca das empresas fornecedoras dos uniformes. Em jogos oficiais, a logomarca pode aparecer apenas uma vez na camisa, em cada pé do meião, no calção e em cada luva do goleiro, ocupando no máximo 20 centímetros quadrados em cada lugar. Só não há nada que obstrua a divulgação de marcas nas chuteiras e uniformes de treino.
Em outras modalidades a marca já é associada ao nome do clube, como forma de ampliar a divulgação junto ao público, unindo o apoio à paixão dos torcedores. No futsal, no voleibol e no futsal, por exemplo, há muitos anos se partiu para essa possibilidade, com grandes resultados que o grande público. No período de crise é preciso ser criativo e não desaparecer. Onde tem esporte, tem maravilhosa divulgação, para todos os públicos e faixas etárias, sobretudo, gerando excelentes resultados para quem abre as portas e para quem investe também nas jornadas esportivas dos potentes meios de comunicação, como da Rádio Planalto!

Até a próxima!
Sejam felizes, vocês merecem!

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