UPF presente na Campus Party de São Paulo

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Cinco dias de programação ininterrupta. Mais de 750 palestrantes. Milhares de pessoas focadas em ciência, tecnologia e cultura geek. Desde a terça-feira, 31 de janeiro, essa é a realidade de quem participa da 10ª edição da Campus Party, que acontece no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Até este domingo, 5 de fevereiro, milhares de pessoas de todas as idades devem participar das palestras, das conferências e dos workshops que marcam a programação do evento que é considerado pelos organizadores como um processo de desenvolvimento social, econômico e tecnológico do mundo focado nas áreas de inovação, criatividade, ciência, empreendedorismo e universo digital. Entre essas pessoas, está o professor da Universidade de Passo Fundo (UPF) Adriano Canabarro Teixeira. 

Além de participar das atividades do evento, o professor Teixeira também é um dos palestrantes da Campus Party. Na sexta-feira, 3 de fevereiro, às 10h, ele subiu em um dos palcos para ministrar a palestra “É preciso hackear a educação!”. A ideia, segundo ele, é discutir, principalmente, qual o papel da educação no século XXI, qual o motivo pelo qual a escola e a universidade estão com os dias contados e a razão por que é tão importante programar computadores. 

Para o professor, participar de um evento como esse enquanto educador é importante porque os educadores precisam pensar sobre as demandas futuras de formação dos estudantes, e não para um mundo que não existe mais. “A Campus Party demonstra claramente que o profissional do futuro (próximo) precisa de habilidades e competências que me parecem ser ignoradas pelas instituições de ensino desde o ensino fundamental até o superior”, destaca. 

Ainda segundo Teixeira, é seguro dizer que os processos educacionais têm muito a aprender com o mundo geek. “A cultura nerd não é nova, mas esteve marginalizada por muito tempo. Estar na Campus Party me faz ter clareza de que o universo geek pode nos fornecer muitos elementos de qualificação dos processos educativos e de modernização de nossas instituições. E isso passa pela criatividade, pelo empreendedorismo, pelos games, pela cultura hacker - tema de minha palestra - pelas mídias sociais, pela exploração do espaço e pelo interesse pelas tecnologias dos filmes de ficção e de seus super-heróis”, ressalta. 


Créditos: Divulgação/UPF

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