Precisamos falar sobre o Banrisul

Postado por: Juliano Roso

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Recentemente participei de um debate na Rádio Planalto sobre a privatização de bens públicos. Na ocasião, apontei razões que reforçam a defesa de empresas estatais, principalmente o nosso Banrisul. Apesar disso, muitas pessoas parecem desconhecer os fatos e acreditam que a venda de patrimônio público resolve o problema da crise que passa o Rio Grande. Vejamos. O governador Antonio Brito vendeu patrimônio público em sua gestão com esse mesmo discurso de diminuir o custo do Estado e sua economia. Resultado: a dívida do Estado aumentou de R$ 22 bilhões para R$ 40 bilhões na época.

Um Banrisul público não é um peso para o Estado. Muito pelo contrário. Esse banco estatal possibilitou que milhares de servidores estaduais que tiveram seus salários parcelados pelo governo Sartori conseguissem ter acesso a empréstimos para honrar compromissos prioritários. Com lucro estimado em R$ 840 milhões anuais, o Banrisul é um dos poucos bancos estatais que sobrou depois da era privatista imposta pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O tamanho do banco, presente em 95% dos municípios gaúchos, é motivo de cobiça por pares privados. O pretexto de que um banco estatal serve apenas para perpetuar a corrupção é descabido e ingênuo. A corrupção é feita por pessoas, não por instituições, e ocorre inclusive no setor privado. Portando, antes de tomarmos como verdade o discurso parcial de parte da mídia vamos nos informar e tentar entender melhor o que há por trás desse modelo de Estado. Depois da venda, nada mais poderá ser feito só nos restará o lamento.

 

 

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