Denúncia: O que está acontecendo na Fundação Educacional da Criança e do Adolescente (Patronato de Menores)?

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*Dilerman Zanchet – www.rdplanalto.com


Qual a sua reação ao saber que uma instituição beneficente, cuja finalidade é oferecer garantias de educação e de atendimento a menores em situação de vulnerabilidade social, foi alvo de um suposto esquema de ingerência que levou a compras de supermercado no valor de quase R$ 27 mil reais, em apenas um ano, sendo destes R$ 16 mil em carnes?

E se, nesta mesma instituição, cuja finalidade, repetimos, é o atendimento a menores, fossem adquiridos neste período mais de R$ 2,4 mil em cerveja, uísque, espumante, vinhos e outras bebidas? E mais de R$ 1 mil em cigarros?

A denúncia chegou até a nossa reportagem, em meio às informações de que um grupo de pessoas, em sua grande maioria integrantes do Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal e Diretoria Executiva da Fundação Educacional da Criança e do Adolescente, antigo Patronato de Menores, estão se reunindo permanentemente para tomar as medidas necessárias a fim de confirmar os fatos e definir os caminhos a seguir.

Conforme as informações obtidas pelo Portal rdplanalto.com, da Rádio Planalto, dois diretores da Fundação já estão afastados das funções.

Dentre os problemas de ingerência que levaram às denúncias chegadas até a Rádio Planalto, estão a grande quantidade de consumo de combustíveis, superfaturamento na compra de materiais de construção e aquisição de outros itens de consumo que não condizem com as necessidades iniciais da instituição.

O Conselho Deliberativo da Fundação Educacional do Menor tem, em sua formação, um integrante da Câmara de Vereadores, dois da Prefeitura Municipal, um do Lions Clube e um do Rotary. No Conselho Fiscal atuam representantes indicados pela OAB, Sindicato Rural e Acisa. A Diretoria Executiva é formada pelo Presidente, Vice-Presidente, Secretária e Tesoureiro.

O atual Conselho Deliberativo da Fundação Educacional da Criança e do Adolescente, após tomar ciência da situação, está realizando constantes reuniões a fim de tomar pleno conhecimento dos fatos e, posteriormente, realizar os encaminhamentos junto aos órgãos de fiscalização competentes.

Ainda conforme as informações obtidas pela nossa reportagem, a dívida da Fundação gira em torno de R$ 100 mil reais.

Interesse público

Chama a atenção o fato de que a fundação, ainda que seja de entidade privada, mas de interesse público, recebeu, através de lei da década de 80, a alocação de bens públicos e também a doação de uma área de 100 hectares da Fazenda da Brigada Militar, através do Governo do Estado. Por isso há o interesse público vinculado a estes fatos, o que nos leva a perguntar: O que está acontecendo? Quem vai dar a resposta?

Teremos esta resposta através da Prefeitura Municipal? Será da Câmara de Vereadores, da Acisa? Da OAB? Do Sindicato Rural?

Afinal, estas são algumas das entidades de maior importância e representatividade que temos em Passo Fundo.

Há uma iniciativa, que se formou há tempos, de que a Fundação se transformasse, com a Casa Manaim, em um centro de atendimento a dependentes químicos.

Por que isso não acontece?


Fotos: Célio França Jr.

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