A moral, o patronato e a dívida

Postado por: Dilerman Zanchet

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Uma semana realmente “puxada”. Foram várias visitas, entrevistas, contatos, negações, mas consegui, cumprindo os requisitos do jornalismo, entender algumas coisas. Fatos que não são importantes para quem não se envolve.

Mas como não se envolver, quando ocorrem desmandos como os que surgiram nestes últimos dias?

Como um cidadão, um profissional, sendo responsável pela informação, pela notícia, pelo esclarecimento, não se envolver em fatos que marcam a sociedade ao seu redor?

Como não achar um absurdo o que estão fazendo em Brasília?

Como não se apavorar ao saber que Michel Temer quer proteger um político acusado de corrupção, dando-lhe foro privilegiado, assim como Dilma tentou fazer com Lula?

Como não se indignar ao saber que uma instituição como o antigo patronato, que deveria acolher menores em situação de risco e ser um marco importante na formação destes mesmos jovens, se torna alvo de denúncias envolvendo compra de cigarros, bebida alcoólica e desmandos gerenciais e financeiros das mais variadas formas?

Como aceitar que uma prefeitura, cujo orçamento anual chega a 400 milhões, tenha uma dívida de 58, sendo que 18 milhões são considerados insuficiência financeira, ou seja, impagáveis?

E até quando vamos aceitar que um grupo se coloque acima do bem e do mal, mascarando números e fazendo descer, goela abaixo, aquilo que bem entenderem, na população?

O que faz um órgão fiscalizador, cuja função está em seu nome, e que não fiscaliza? Em quatro ou cinco anos vai aprovar ou desaprovar as contas. E daí? Alguém já devolveu dinheiro público por má gestão?

E quem vai “meter a cara” e investigar a fundo a situação do antigo Patronato? No mínimo uma varredura séria, apolítica, e com muita competência para que tudo seja esclarecido.

E que, se isso for comprovado, fato já elucidado, que se punam todos os responsáveis. Eu disse todos. Inclusive aqueles que sempre se fizeram de bonzinhos, comunitários, assistencialistas, etc, e que estão mais atolados que porco na ...

Enfim, que sejam esclarecidos os fatos. E que as pessoas tenham mais vergonha na cara.

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