Trânsito – Consciência e punição

Postado por: Gilmar Teixeira Lopes

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O Detran/RS, um dos melhores do Brasil, está à frente da aplicação das normas de trânsito e, por evidência, numa visão sistêmica pensa e executa todas as atividades visando – até mesmo através da punição rigorosa – a busca pela necessária conscientização e, como consequência, a diminuição dos índices de sinistralidade.

Neste caso, como atender à consciência humana? Frisa-se, que o homem é o único animal que possui a faculdade de escolha entre as situações que o mundo lhe apresenta; portanto, todos possuem o dever de submeter os desejos (de destruição) e os sentimentos (frutos da capacidade de pensar) à razão. É a chamada “hierarquia da alma humana”, segundo o filósofo Santo Agostinho E, como tal, a partir disso é imprescindível adotarmos procedimentos que visam dois aspectos: agir corretamente (mesmo em homenagem à lei) e respeitando a vida. Com isso, devemos por evidência trabalhar a consciência do ser humano quanto aos atos do cotidiano. A maneira de pensar e agir – nossa atitude – é a pedra angular de nosso comportamento.

Mas, se o agir humano não atender aos parâmetros da reflexão e educação sobre o que é certo ou errado, e os infratores continuarem vivendo com atos de egoísmo (por exemplo, parar em fila dupla, exigir atitude da autoridade com os outros... Mas quando é com o denunciante entende por bem acusar o policial ou criticá-lo)? Neste caso, como vamos conviver num trânsito que existe um excessivo número de veículos, muitos motoristas despreparados em razão de situações psicológicas adversas e as nossas vias públicas são as mesmas dos anos 80?

Resta evidente que esses problemas estão gerando graves situações de conflitos, ou seja, em acidentes. Tendo em vista que o Código de Trânsito Brasileiro e as legislações atinentes à espécie avançaram - e muito – no sentido de buscar punir dos condutores, os Detrans e os demais órgãos de fiscalização estão se utilizando de todos os elementos necessários visando à punição ao condutor.

Assim, os motoristas devem ter em mente que, um simples ato infracional (velocidade excessiva, alcoolismo, entre outros) poderá levar às severas penalidades de ordem financeira (multa), apreensão do veículo, a pontuação no prontuário do infrator e ainda a um processo de suspensão e cassação da CNH. Isso mesmo, uma simples multa por trafegar a uma velocidade superior a 50% do limite permitido para o local ensejará o processo visando à suspensão da carteira de motorista e, caso o infrator seja flagrado dirigindo sem a sua habilitação – por estar recolhida junto ao Detran – o mesmo terá cassada sua licença pelo período de dois anos. Isso é fácil demonstrar tecnicamente o funcionamento. O difícil é assimilar que esse mesmo motorista – muitas vezes profissional do volante – ficará sem o emprego ou atividade que lhe garante a sustentação familiar. É verdade que a referência adotada possui uma relação direta com os infratores contumazes, ou seja, aqueles que desprezam as relações humanas e as normas de segurança viária.

Então, resta evidente que, se o motorista não realizar uma reflexão do seu agir, certamente vai sofrer as penalidades administrativas capazes de retirar sua condição profissional.

Aliás, nestas situações as autoridades deveriam agir com muito mais rigor, isto é, desde o teste psicológico até o de direção veicular, especialmente nas categorias profissionais de volante (caminhões e ônibus - C, D e E).  Além da idade e o tempo de direção em categorias inferiores – já previstas - deveria ser levada em consideração - por lei específica - a preparação de vida (convivência social e familiar), a sua dedicação, a prova de que não se envolveu em acidente nos últimos dois anos, espírito de equipe e senso de antecipação aos atos.

Então, pequenas modificações, aliada à aplicação do rigor da lei, proporcionaria motoristas mais conscientes e, portanto, diminuiria os índices de acidentes. Afinal, conduzir um veículo é trabalho para especialista que exige uma preparação muito especial e um enorme autodomínio       

 

 

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