A sua história de vida tem um final feliz?

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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Ao longo de nossa vida, escrevemos nossa história. Cada uma delas, com suas peculiaridades: alguns mais longas, outras extremamente breves, histórias emocionantes, intensas, apaixonantes, outras nem tanto. A verdade é que a nós pertence o livre arbítrio, de escrevermos a nossa história, dando a ela o enredo e a direção que bem entendermos. Uma bela história de vida, se escreve com muito amor e carinho ao próximo, sabedoria para enfrentar as adversidades, uma dose de desprendimento aos bens materiais, cuidados com a saúde e qualidade de vida, e, o desenvolvimento de sua capacidade de superação aos problemas cotidianos (na maioria das vezes, problemas imaginários), vivendo intensamente o hoje, com felicidade, sem se preocupar com os “problemas” do amanhã e do ontem, porque o final desta história, nós não podemos mudar.    

A evolução da humanidade é algo surpreendente, rompemos a barreira do som, fomos a lua, conquistamos importantes avanços na medicina, na informática, na robótica e assim por diante, porém, embora tenhamos conquistado uma maior longevidade, o homem ainda não conquistou a vida eterna. Os homens e mulheres de hoje, vivem em uma lógica objetiva de  vida, diferente dos objetivos dos nossos ancestrais, pois no passado, a imortalidade de um homem pelos seus feitos, era algo imensurável, buscado a qualquer preço pela sociedade da época. Os valores atribuídos a uma pessoa, estavam voltados a sua moral, honra, galhardia, conhecimento, feitos e conquistas. Hoje, a humanidade de um modo geral, está mais preocupada com o ter, com o possuir, com o aparentar aos outros, onde o mercado de consumo, nos impõe uma conduta voraz e capitalista. Nos habituamos a trabalhar como máquinas, nos isolamos ao extremo do contato físico, tudo em nome da tecnologia e da produtividade. Nos culpamos se estivermos com tempo vago, afinal de contas, a ordem é produzir mais e mais. Já não temos tempo para a família, para os amigos, para nós mesmos. Até as conversas por telefone foram substituídas por curtas mensagens. As visitas pessoais são cada vez mais raras e rápidas, pois não podemos “perder tempo”.  

O comportamento da humanidade se alterou inegavelmente. Hoje a sociedade está mais personalista, muito mais preocupada com os projetos pessoais, de que, com os projetos familiares e/ou sociais, basta analisarmos por exemplo, o grande número de pessoas que optam em não constituírem família, em não terem filhos, afim de não atrapalharem suas carreiras profissionais, suas qualificações, ou o lazer pessoal. A vida solitária se tornou mais barata e eclética, porém, com o passar do tempo, começamos a nos perguntar sobre o verdadeiro sentido da vida. Nos damos conta de que a vida é finita, além de muito breve, pois nossa história passa em um piscar de olhos. O vazio de nossa existência, nos assombra e nos cobra um legado, para as presentes e futuras gerações. É aí que nos damos conta de que a vida só tem sentido, se conseguirmos ir além da conquista de coisas materiais. A nossa maior contribuição será marcada por feitos, pelos bons exemplos e ensinamentos que possamos transmitir aos outros, só assim poderemos nos sentir realizados, com a sensação de missão cumprida, e, de que a semente que plantamos durante a nossa existência, germinará, dará frutos e garantirá a nossa memória para a posteridade.

A vida plena e feliz, é uma arte que poucos conseguem desenvolver e conquistar. Na maioria das vezes, caímos em armadilhas e ilusões impostas pela sociedade de consumo, que nos induzem a uma vida medíocre, escrava e com poucas possibilidades. As coisas são nos impostas de maneira sutil, quase que imperceptíveis, de maneira a não pensarmos muito, pois tudo está acessível, pronto com apenas um toque, um acesso... Vamos ser mais audaciosos? Porque não criticarmos mais o que nos é dado como “padrão”, ou imutável? Nos induzem a vivermos como seres eternos, como máquinas de um sistema produtivo, que jamais terá um fim, quando na verdade, nossa vida é breve, finita e valiosa demais para ser trocada por dinheiro. “Comecei este texto com uma pergunta e termino com outra: Se você soubesse o dia de sua morte, teria vivido da mesma maneira que viveu até hoje?

“A felicidade não está em viver, mas em saber viver. Não vive mais o que mais vive, mas o que melhor vive”.

Mahatma Gandhi

 

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