A blindagem, o presidiário e o radinho de pilha

Postado por: Dilerman Zanchet

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Definitivamente, os assuntos mais palpitantes de uma comunidade são seus fatos, tidos como notícias, que ocorrem para o bem ou para o mal. No caso do título deste artigo, são específicos e contraditórios tanto quanto os 76% atribuídos recentemente.

Começando a narrativa pela blindagem que está ocorrendo em determinado segmento de nossa comunidade, ou melhor, segmentos, onde algumas pessoas, em se beneficiando de seus cargos, atribuem aos seus vassalos a blindagem deste ou daquele, importante ou não no rol dos puxa sacos, mas sempre sorridentes e eficazes na função. Tamanha eficiência que já foi sugerido ao todo poderoso para que evite banhos de imersão em piscinas, a fim de não afogar os bajuladores.

Enfim, a blindagem proposta e seguida à risca por alguns, que se dizem (quando bem lhe provém), transparentes, determinados, que utilizam palavras fortes em seus vocabulários como lisura, honestidade, etc... Deixa transparecer a cada ordem do todo poderoso.

E assim está se seguindo. Não veremos, infelizmente, uma solução pública de praticidade, de seriedade, de moralidade com a coisa pública, a menos que ocorra algo que, para eles, pode ser inesperado. Depende, no entanto, de que lado da mesa está quem tem a força de dar as cartas.

Na segunda questão, referente ao presidiário, parece que alguns setores do judiciário brasileiro estão pouco preocupados com a moral. Não se pode admitir que um magistrado determine que o Estado pague uma indenização a um presidiário, pelo fato de que o mesmo encontra-se em situação “degradante”.

Ora, degradante, seja em qual situação que for (e me permitam os defensores dos direitos humanos de expressar minha opinião), é ser assaltado, roubado, ser vítima de agressão ou morte, em uma situação provocada pelo agora “degradado”. Não sou favorável (leiam bem para não escrever besteiras nos comentários) á humilhação do ser humano. Não concordo com o que, sabe-se, ocorre nos presídios. Mas daí a indenizar financeiramente um elemento que está preso por infringir a lei, que ganha comida e, em determinados casos, até salário, em detrimento da população, é abusar da hipocrisia. E o povo paga o pato. Aliás, o pato é o povo.

Não há, em país nenhum do mundo, um como o Brasil. E não haverá de ter outro, dado aos disparates cometidos por alguns que ocupam cargos públicos, em detrimento de suas próprias vontades. Fosse este um artigo vulgar e eu diria: Vão carpir um lote.

Por fim, a questão do radinho de pilha que, em um primeiro momento, a Brigada Militar queria proibir a entrada no Vermelhão da Serra.

Sim. Pasmem. O radio de pilha, aquele que você tem guardado na gavetinha, que serve para uma musica em rádio am, ou então para o futebol de final de semana, não seria permitido te acompanhar no jogo, por tratar-se de uma ferramenta perigosa.

Ora. O rádio não é e nunca foi perigoso.

Perigoso é um mau elemento infiltrado no meio da torcida.

Não pode entrar com rádio, mas pode jogar pedras de fora para dentro do estádio?

Não pode entrar com rádio, mas pode entrar com celular?

Ainda bem que imperou o bom senso.

E, neste caso, o bom senso foi a determinação da força policial e revogar esta ordem. Ainda bem. Houve bom senso e raciocínio.

E, para você pensar: Sendo administrador de uma entidade que combate o uso de álcool e drogas para crianças e adolescentes, você compraria uma significativa quantia de cervejas, cigarros, uísque e espumante, em nome da entidade?

Para qual finalidade?

A quem querem enganar em Passo Fundo???

 

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