Carazinho e resultado do desmonte do Estado

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Na noite do último domingo, a comunidade da vizinha cidade de Carazinho vivenciou o resultado do sucateamento do serviço público do Estado. Um incêndio, que destruiu uma casa no bairro Conceição, só foi controlado após a chegada do Corpo de Bombeiros de Passo Fundo. Isso, 50 minutos depois da população ter acionado o serviço. O motivo? Por causa da desestruturação do serviço público vivenciado pelo Rio Grande, a unidade dos bombeiros de Carazinho atende somente um dia sim e outro não.

O reflexo começou a ser sentido por aquela comunidade. E poderia ter sido pior. Imaginem só um incêndio de grandes proporções em um dia em que o Corpo de Bombeiros daquela cidade não estivesse funcionando. Que tragédia teríamos. E quem seria o responsável por tal? Questões partidárias aparte temos de entender que alguns serviços não podem ser negados à população. O combate ao incêndio, assim como a saúde e a segurança pública, são vitais para o funcionamento de uma sociedade.

Não podemos, então, permitir que uma cidade com quase 70 mil moradores fique um instante se quer sem o serviço dos bombeiros. Se não cobrarmos fortemente uma atenção ao caso vamos acabar dando margem para que outras omissões se concretizem, o que tornará a sociedade cada vez mais vulnerável. Que esse episódio, que resultou apenas em danos materiais, sirva de alerta para que compactuar com o desmonte do Estado pode nos fazer de cúmplice com as mazelas que esse caminho acarretará.

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