Trânsito – Qualidade de vida da população

Postado por: Gilmar Teixeira Lopes

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Não há dúvida que, na busca pela qualidade de vida da população, um governo deve se preocupar muito além da manutenção ou criação de escolas, o preparo humano-profissional dos professores e o patrimônio público. Na verdade, os olhos do gestor público deverão estar voltados ao desenvolvimento cultural com a perfeita sintonia na justa formação humana visando um futuro promissor à comunidade que o elegeu na atualidade. A maior obra será deixar um legado marcante no aperfeiçoamento da cultura a partir de hoje.

E no que consiste esta maior obra? A resposta é singela. Entre o aprimoramento no desenvolvimento da cidade com melhorias no trânsito, encontramos a garantia de uma educação fundamental da criança - hoje - e a preparação para o idoso - amanhã. Frisa-se, que o ser humano preparado com a necessária cultura poderá – com sabedoria – enfrentar a velhice e, como consequência, transmitirá aos sucessores a imperiosa necessidade do aprimoramento na educação. Esta corrente, inafastavelmente surtirá efeitos ao longo das gerações.

Ora, a preocupação com a criança de hoje (idoso no amanhã) repercutirá positivamente na qualidade de existência humana e, com isso, o pensamento do homem se voltará ao passado com as doces lembranças do gestor público que implementou este processo, ou seja, um administrador que não se preocupou apenas com os dias atuais numa possível eleição e com obras para o momento.

De um lado, então, uma preparação cultural a partir do marco inicial (criança), com repercussão positiva no amanhã (velhice). Duas referências históricas – separadas pela idade – mas que proporcionará a certeza de um ponto essencial: constante qualidade de vida.

Destaca-se, neste contexto, o estímulo e o amparo legal previsto no art. 74, do Código de Trânsito Brasileiro, que nos remete à imperiosa necessidade de adoção de medidas preventivas de educação para o trânsito, incluindo-a como disciplina nos currículos escolares em todos os níveis. Por evidência, devemos nos preocupar com a preparação dos educadores, dando-lhes os conhecimentos para ministrar a disciplina. Nesta mesma linha, a administração deveria se preocupar com a criação de cursos de Especialização em Educação para o trânsito.

Com isso, muito além das salas de aula, esses mesmos professores estariam sendo preparados para realizar cursos de direção defensiva em todas as comunidades, visando popularizar os ensinamentos e a melhor doutrina de segurança veicular. Por evidência, surgiria a possibilidade de serem realizados cursos em parcerias entre a secretaria de Educação e os líderes de bairros, especialmente na divulgação e conscientização de um trânsito seguro.

Não bastasse tudo isso, com objetivo de fomentar o intercâmbio cultural e de informações, poderão ser mantidos convênios com as universidades/faculdades visando dispor de professores e alunos para discorrer sobre temas de engenharia de tráfego.

Assim, entre outros modelos de aperfeiçoamento, a administração pública estaria preocupada com a formação futura da criança de hoje e o adulto de amanhã. Um legado de modelo de um gestor público que ficará para história humana de sua cidade.

Portanto, se de um lado é possível proporcionar melhores condições às futuras gerações de uma determinada comunidade, por óbvio, a administração poderia se preocupar com este mesmo jovem que começa – dentro de alguns anos – atingir a fase mais preocupante da saúde humana.

Além disso, na busca de uma existência digna à população devemos nos preocupar não somente com os aperfeiçoamentos na engenharia de tráfego (circulação no trânsito) e no atendimento médico ambulatorial-hospitalar. Afinal, em caso de conflito (acidente), o governo municipal que está preocupado em ações concretas visando o bem vai procurar equipar e formar técnicos-socorristas no atendimento de socorro desde o local do fato ou da residência do necessitado-vítima até o hospital. Ora, se efetivamente todos possuem consciência da importância do atendimento de emergência (que lida na fronteira entre a vida e a morte), por óbvio devemos investir nesta possibilidade de amparo. Afinal, se existir um excelente atendimento inicial, proporcionará melhores condições na recuperação da vítima quando na chegada junto à rede hospitalar. Frisa-se, então, a necessidade da criação de um meio semelhante ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, porém diretamente nos bairros.

Assim, resta evidente que um governo consciente e preocupado com o melhor perfil da sua comunidade e, acima de tudo, que agir nos parâmetros fixados será lembrado para sempre, e não apenas até uma futura eleição, uma vez que marcou gerações com atitudes e procedimentos administrativos que concederam uma vida digna às pessoas desde os primeiros passos na educação até o amparo médico na velhice, passando pelo atendimento emergência - nos bairros - à população em geral.   

 

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