Senegaleses foram detidos mas voltaram em massa

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Na semana passada houve uma escaramuça no centro da cidade de Passo Fundo, entre senegaleses que estavam vendendo mercadorias contrabandeadas, fiscais da prefeitura e policiais militares. O chefe da fiscalização Jorge Pires disse na rádio Planalto que estavam realizando uma operação de combate a venda de mercadorias de origem ilícita, quando houve a revolta dos estrangeiros. O povo, em regra, se colocou a favor dos ambulantes e houve troca de empurrões com policiais. No final, senegaleses foram detidos e Pires ferido com uma estocada de haste de óculos quebrado num braço.

Não adiantou de nada. Os senegaleses voltaram ainda mais vorazes às ruas. Exatamente na região onde houve o conflito, no dia seguinte, notei pelo menos cinco ambulantes vendendo as mesmas mercadorias.

Até hoje não consegui entender qual é a diferença entre os produtos vendidos nas calçadas de passeio e as mercadorias comercializadas no camelódromo. Me parecem ser as mesmas e têm as mesmas origens, ou seja, produtos asiáticos que entram via Paraguai.

O ex-secretário da indústria e comércio e vereador de Porto Alegre Adeli Sell palestrou no Brasil inteiro. Ele levava seu case de sucesso, pelo menos na época, em organizar o comércio ambulante na capital. Em todas as suas palestras, ria do que constatou em Passo Fundo, um camelódromo quase na frente da delegacia da Receita Federal !

O Brasil é um país capitalista, mas tem um regramento social e econômico. Atividade econômica deve ser tributada. Caso contrário não existe Estado. Não haveria dinheiro para a saúde, para a segurança, para a educação. Não se pode abrir exceção. Há um sentimento de compaixão com qualquer pessoa carente que esteja ganhando a vida, mesmo que seja de forma ilícita. É preciso acolher essas pessoas nas empresas, em outras atividades, mas não se pode permitir comércio ilegal. Se todos resolvessem trabalhar na informalidade não haveria dinheiro público para o Estado, em todas as suas instâncias, cumprir sua função.  

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