Trânsito – quando a idade do condutor atinge seus reflexos

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A vida demonstra que a idade de um condutor de veículo avança numa velocidade inversamente proporcional aos seus reflexos.

O tempo revela que um motorista que possui sua CNH há aproximadamente 60 anos, hoje, sem dúvida avança na faixa etária dos 80 anos de idade. Assim, dois fatores colaboram para situações peculiares quanto a este motorista idoso: primeiro, quando fez sua carteira de habilitação o trânsito era mais tranquilo, ou seja, a cidade tinha poucos veículos e, com isso, os acidentes eram raros. Em segundo lugar, com algumas exceções – óbvio - mas a velhice começa atingir os reflexos e os sentidos humanos. A audição e a percepção pela visão são atingidas de imediato e, por evidência, elas são essenciais para conduzir um veículo.

É importante mencionar, que embora seja renovável a validade da CNH a cada cinco, ou três anos a partir de 65 anos de idade, quando o motorista apresentar problemas visuais o prazo de validade da carteira de habilitação pode até reduzir ainda mais por ocasião da renovação; acrescenta-se a este fato que, eventuais doenças degenerativas, o médico poderá exigir exames complementares.

Destaca-se, ainda, que o motorista deve consultar frequentemente o seu médico a fim de assegurar que os medicamentos que estão sendo ingeridos não venham afetar a direção veicular.

Mas, independentemente disso, muitos poderão trazer a justificativa de que o condutor, nesta faixa etária, é mais cuidadoso no volante. É evidente que, neste caso, não possui a relevância desejada em face de um trânsito violento nos dias atuais, onde exige certo grau de discernimento e rapidez – com responsabilidade - na decisão acerca das situações que o tráfego lhe apresenta. Portanto, dirigir devagar demais – em razão do alegado cuidado - também é algo que poderá causar acidentes. Não podemos esquecer que a perda de forma gradativa dos reflexos e da visão humana pode atrapalhar ao dirigir um veículo.

Assim, em que pese o grau de maturidade adquirida ao longo dos anos - levando-o a ser mais prudente – nesta situação, os cuidados a serem adotados devem se deslocar de eixo, em especial voltados à consciência da capacidade – rápida e eficaz - de tomada de decisões; afinal, como observamos anteriormente o reflexo prejudicado torna o ato de dirigir perigoso.

Com isso, se conclui que o ato de dirigir também é uma questão de consciência quanto à saúde do condutor, ou seja, essa responsabilidade das limitações físicas e emocionais pertence ao próprio habilitado e demais membros do grupo familiar, sob pena de colocar em risco a sua vida e a de terceiros.

 

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