Batendo em retirada

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Pra alguns até pode soar clichê, mas não podemos deixar de frisar que, se o movimento organizado fosse um corpo humano, a juventude é uma das partes mais importantes: O coração. Para começar, volvemos aos anos 40, início da nossa história, afinal, em 1947 é que foi dado o primeiro passo para o que hoje conhecemos por Movimento Tradicionalista Gaúcho. Não há nada mais correto a se afirmar sobre este assunto que: os jovens são o passado, o presente e o futuro do MTG.

A grande porta de entrada pra juventude, sem dúvidas, é o departamento artístico, mas este fato não impede, jamais, que estas pessoas venham a fazer parte de outros departamentos também. Hoje (e sempre) temos uma massiva participação dos jovens em todas as atividades do Movimento, e é isso que dá vida a tudo. Segundo Manoelito Savaris (então presidente do MTG), em uma entrevista ao G1* em 2015, falou que cerca de 400 mil jovens de até 25 anos participam de atividades Tradicionalistas, isso só no Rio Grande do Sul. E talvez venha a pergunta: “Tá, e onde toda essa gente se ‘encaixa’ no Movimento?”.

O MTG promove anualmente o ENART, o FEGADAN, a Ciranda Cultural de Prendas, o Entrevero Cultural de Peões, o Tchêncontro Estadual da Juventude Gaúcha, o Acampamento da Juventude Gaúcha, o Seminário Estadual de Prendas, o Seminário Estadual da Cultura Campeira, a Mostra de Arte e Tradição, a FECARS, dentre outros eventos e cursos, que têm por objetivo – dentre outras coisas – estimular a participação da juventude. Sem falar dos rodeios artísticos e campeiros promovidos pelas entidades, e no Departamento Jovem Central, que é voz destes 400 mil tradicionalistas perante a diretoria do Movimento.

Com tudo isso é que buscamos agregar sempre mais jovens, e também preservar aqueles que já estão no meio tradicionalista, afinal, se não houver este trabalho, quem levará adiante o Movimento? Aí é que está a questão dita anteriormente: a juventude é o passado por terem sido quem iniciou, é o presente por ser quem dá vida a quase tudo que acontece no MTG, e é o futuro porque serão as novas lideranças do Movimento, os que preservarão este culto pela tradição rio-grandense.

Seja em qual tempo verbal for, o que importa é que os jovens não estão saindo do Movimento, muito pelo contrário. Se analisarmos a realidade apenas a partir de uma única perspectiva, pode acabar deixando algumas coisas passarem. Por isso, levanta a cabeça, olha pros lados, e veja que o MTG pode até ter 50 anos, mas sempre vai ter um coração de jovem. Pois, como já disse Apparício Silva Rillo em seus versos: “... a vida, é nova, a cada amanhecer”.

*Link da entrevista

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/semana-farroupilha/2015/noticia/2015/08/movimento-tradicion...

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