A farra do boi! Farra? Boi?

Postado por: Dilerman Zanchet

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Vivemos em um mundo estranho. Os últimos cinco anos, no Brasil, formam um marco regulatório. Regula o bem contra o mal. Ou você é do bem, ou você não é. Há uma clara divisão da população brasileira, de certa forma política.

A última eleição presidencial, agregada á internet – e a culpa não é da internet – fez com que, ou você fosse a favor, ou contra os dois candidatos que pontearam os votos. Isso significou a polarização política e, como tal, colocou o bem contra o mal.

Na cabeça do pessoal da esquerda, tudo o que foi tirado debaixo do tapete é coisa que deixaram, ou seja, o legado dos anos da ditadura ou do governo FHC. Toda a falcatrua descoberta no governo petista é fruto de jurisprudência dos governos anteriores. Eles jamais tiveram nenhum problema ético.

Na visão da direita, radical ou não, toda a podridão pela qual se encontra o país deve-se aos socialistas que assumiram o governo a partir de FHC. A eles a culpa da bancarrota.

Neste espaço – não há meio termo – os dois lados estão errados. Aliás, não vejo futuro político no Brasil sem uma limpeza geral, reforma de tudo o que se relaciona à política. Nem só com a mudança do sistema político teremos a tranquilidade de entregar as chaves da nação à pessoas sérias. Sérias, eu disse.

Ser político no país, atualmente, é uma farra.

E por aqui também não é muito diferente.

Vamos combinar que em Passo Fundo, goste você ou não, as coisas não são como aparentam ser, ou como vendem para você. As unidades de saúde, os Cais, os bairros e vilas da cidade estão realmente precisando das promessas feitas há tempos. Há muito tempo!

E as estradas do interior?

Teremos uma das maiores safras de soja dos últimos anos em todo o Rio Grande do Sul. Passo Fundo, ainda que tenha perdido muito de sua área por conta das emancipações, mantém um grande potencial agrícola, vinculado diretamente aos produtores que aqui moram, pagam seus impostos, consomem. Enfim, geral renda e trabalho.

O pessoal nem pode fazer a farra do boi, pois não tem como trazê-lo para a cidade. 

Pasmem: Eles estão abandonados.

Tenho amigos, aqui próximo ao Pulador, que não conseguem vir à cidade em dias de chuvas. Se alguém estiver morrendo, ou os Bombeiros vão de trator para buscar, ou de helicóptero. Pelas estradas ninguém chega. É inviável.

Mas, não é uma farra?

E sobre a falcatrua da carne, o que dizer? Imagine, se em quem podíamos confiar, no caso a fiscalização do Ministério da Agricultura, a tal de SIF – Serviço de Inspeção Federal – se vendia (felizmente nem todos os fiscais) para grupos inescrupulosos que fraudavam até a carne que vai à mesa do povo?

Esta é a legítima farra do boi! Do boi? Seria mais propício dizer que a farra é que matou o boi.

O que fazer com pessoas que, pelo dinheiro, posição, cargo social ou simplesmente pelo fato de gostar de mentir para alguém, se aproveita da humildade, da pouca informação e até da inocência do povo.

Estou perdendo a esperança de que este país tenha jeito.

Quando se elege alguém a um cargo público, independentemente de qualquer esfera, o que se espera é de que esta pessoa, com o mandato, faça uma gestão (legislativa ou executiva) séria, descomprometida com grupos ou pessoas, que o trabalho seja voltado ao bem comum.

O que se vê, em todos os aspectos, são mentiras, engodos, enganos, a locupletar-se com os cargos e a farra pública.

Os bonitinhos, ajeitadinhos, os de semblante sorridente, que quase sempre são os queridinhos do povo, muitas vezes escondem a “graxa embaixo do casco”.

Olho neles. Viva a farra. Poupem o boi podre do povo.

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