Brigada Militar em extinção

Postado por: João Altair da Silva

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         Não é exagero afirmar que a Brigada Militar está se extinguindo. O prefeito de Água Santa e presidente da AMUNOR, Associação dos Municípios do Nordeste do Rio Grande do Sul, Jacir Miorando me trouxe na Rádio Planalto, a lista dos postos que foram fechados. Dos 19 municípios da entidade que ele preside, em nove não há mais Brigada Militar. Sim, em quase a metade, não tem mais um brigadiano se quer. Não existe mais Brigada Militar em Água Santa, Vila Lângaro, Tupanci do Sul, Santa Cecília do Sul, Caseiros, Cacique Double, Ibiaçá, Capão Bonito do Sul e São João da Urtiga. Estou falando apenas dos municípios da AMUNOR.

Do outro lado de Passo Fundo, fecharam também os postos policiais de Victor Graeff e Colorado. No Rio Grande do Sul, a realidade não é diferente. Boa parte dos municípios gaúchos não contam mais com essa força de segurança. Estamos falando de municípios com população considerável. Ibiaçá tem cinco mil habitantes, a terra da romaria nacional de Nossa Senhora Consoladora. São João da Urtiga também tem quase cinco mil habitantes e nenhum policial se quer. Tapejara, que recolheu os poucos PMs dos postos policiais que fecharam na sua micro região tem apenas 12 homens.

A realidade é dura. O posto policial rodoviário de Coxilha corre o risco de fechar. Já teve 14 policiais, hoje conta com apenas oito, mais dois devem se aposentar e com seis não é possível manter uma escala de plantão. Foi considerado posto modelo no Rio Grande do Sul, com maior eficiência na fiscalização.

Por um lado falta concurso. Há anos as contratações encolheram. Por outro, a folha não para de crescer, porque o número de inativos é cada vez maior!


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