Corpo ficou quase 24 horas aguardando liberação em Passo Fundo

Postado por: João Altair da Silva

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O problema da morosidade no atendimento do Departamento Médico Legal de Passo Fundo parece não ter fim. Ainda na campanha a governador, em entrevista a Rádio Planalto, quando questionado sobre o que era possível fazer, o então candidato José Ivo Sartori, prometeu fazer convênios com hospitais para contratar mais médicos legistas. O problema que já era antigo continua. Ontem, pelo menos duas famílias viveram o martírio de perder um ente querido e aguardar quase 24 horas pela liberação do corpo para encaminhar o velório.

Sidnei Brito Nascimento, vigilante de Passo Fundo, cinco filhos, não resistiu a gravidade dos ferimentos de um acidente de moto ocorrido na Avenida Brasil quando chocou-se contra uma retroescavadeira e morreu. Seu corpo ficou das 9h às 18h, ou seja nove horas no Departamento Médico Legal de Passo Fundo. O irmão André Nascimento disse a Rádio Planalto que é uma verdadeira falta de sensibilidade com as famílias que já estão chorando a perda de um de seus membros.

Com a família do tratorista Claiton Sizinando, de Ernestina foi ainda pior. Entre o acidente ocorrido na localidade de Pessegueiro, onde o trator agrícola que dirigia tombou sobre seu corpo e a liberação no DML foram quase 24 horas. O acidente ocorreu no sábado às 14h e a liberação do corpo só ocorreu às 12h de domingo. O atraso obrigou a família a fazer um velório de apenas duas horas para depois sepultá-lo em Ibirapuitã.

Familiares reclamam que o único profissional em trabalho saiu ontem às 10h e fez um intervalo de quatro horas, só retorno às 14h.

A reclamação do Instituto Geral de Perícias é sempre a mesma, escassez de pessoal. Em Caxias do Sul, ontem, trocaram os corpos. Entregaram para os familiares de um homem de 25 anos que morreu afogado, o corpo de um de 62 em putrefação. Só descobriram durante o velório porque tiveram a audácia de abrir o caixão pois cheirava muito e o rapaz havia falecido poucas horas antes numa lagoa.  

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