Basta de ser um alvo fácil!

Postado por: Marcel Van Hattem

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Após anos de reinado soberano, o criminoso ainda conta com um privilégio decisivo para seguir cometendo barbáries diariamente: ele não encontra vítimas que possam responder às suas ameaças com força equivalente, portanto, não precisa sequer pensar duas vezes antes de sacar sua arma. Enquanto isso, a população segue enclausurada em casa, com medo, vendo parentes, vizinhos e amigos morrendo de maneira cruel.

O famigerado Estatuto do Desarmamento, em vigor desde 2003, foi sancionado com a promessa de que diminuiria a sensação de insegurança para o cidadão honesto, para o trabalhador. Isso obviamente não se confirmou. E não é preciso recorrer a estatísticas, muitas vezes inconclusivas ou maquiadas, para saber o motivo da não confirmação dessa promessa: a força policial, cada vez mais enxuta, não consegue desarmar bandidos financiados pela interminável fonte de renda do tráfico de drogas. As armas continuaram a chegar para quem não vive de acordo com as leis mas foram confiscadas das mãos de quem pretende usá-las apenas para se defender.

Como mais um dos engodos defendidos nesses tempos de politicamente correto, as armas foram colocadas como as vilãs causadoras da violência, como se fossem disparadas sempre sem qualquer critério, matando sozinhas, sem que alguém as tivesse usando para o mal. Se fosse assim, deveriam também retirar de circulação todos os objetos cortantes, porque, afinal, estamos armados em algum momento do dia. São objetos que permitem atos violentos.

O Estatuto do Desarmamento seria efetivo apenas se os bandidos, de maneira nobre, decidissem entregar as suas armas de bom grado, já que suas vítimas não estariam mais armadas. Mas será mesmo que alguém acredita que um criminoso poderia tomar uma atitude dessas? É claro que não. Então, a quem interessa que o bandido não tema a ninguém?

Com a demonização das armas, até mesmo policiais têm constrangimento em sacar o seu instrumento de trabalho para enfrentar marginais, temendo a reação desproporcional da mídia, de políticos e de defensores de que o bandido precisa ser tratado com zelo. Existem muitos especialistas de gabinete prontos para levantar dúvida sobre qualquer ação policial.

É preciso revogar o Estatuto do Desarmamento o quanto antes! Claro que isso não será suficiente para dar fim à violência no País, mas o simples fato de que em qualquer lugar pode ter um cidadão que se recuse a ser vítima, levará muitos bandidos a pensar duas, três, dez vezes antes de sair anunciando ameaças aos quatro ventos.

Os índices de violência no Brasil já são mais altos do que em muitos países que enfrentam guerra civil. Não há mais local seguro, nem horário marcado para o cometimento de um atentado contra a vida: quem está vivo está sujeito a deixar de estar a qualquer momento. Basta de ser um alvo fácil, a população não aguenta mais.

 

 

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