5º Domingo da Quaresma

Postado por: Maria Vani Gehlen Ramos

Compartilhe
Na liturgia deste último domingo da quaresma encontramos uma mensagem sobre a morte. Como entendê-la e aceitá-la.
O evangelista João 11, 1-45 nos trás a figura de Lázaro, irmão de Marta e Maria, amigos de Jesus. Sabendo de sua morte Jesus vai ao encontro da família de Lázaro, se aproxima do túmulo e o convida a sair do mesmo. Para surpresa de todos que lá estavam, principalmente de Marta e Maria ele sai vivo do túmulo. Estava com os pés e mãos atados com faixas. Jesus pede para libertá-lo e deixá-lo ir.
A ressurreição de Lázaro nos remete à ressurreição do próprio Jesus. Três dias depois de Sua morte, volta à vida. 
Jesus opera este milagre para levar seus discípulos a acreditarem Nele. Jesus é o senhor da vida, veio para resgatar e garantir a todos a vida eterna. Jesus considera a morte como o sono, do qual se pode acordar para a vida eterna e para a salvação.
A ressurreição de Lázaro nos garante que um dia também todos nós, ressuscitaremos para a glória. Nos diz que Deus não aceita a morte e cada vez que teremos que enfrentá-la vem ao nosso encontro. A morte não é vontade divina. Assim sendo, nunca se deve dizer ou perguntar porque Ele deixou acontecer a morte de alguém. Nós cremos que a morte é a passagem para a vida eterna e com ela veremos Deus, nosso Criador. 
Olhando a morte pelo humano não a aceitamos. Sofremos muito quando ela advém, principalmente quando acontece com pessoas que amamos muito. O que fazer então? Dirijo minha vida com a certeza de que um dia encontrarei a morte? Sei assumir a minha condição mortal para, todos os dias saber o que é essencial e reforçar minha vida de fé?
Na segunda leitura de São Paulo aos Romanos 8, 8-11 nos adverte que não podemos viver segundo a carne para agradar a Deus. Viver conforme o Espírito que habita em nós e que não morrerá. 
Um bom domingo na paz do Senhor.

Leia Também 3º Domingo do Tempo Comum. Que seja feita justiça no caso “Lula” “A verdade vos libertará” (João 8, 32) Absolver é dar um viva à imoralidade