O modelo de fazer time só para o Gauchão não serve mais

Postado por: Luiz Carlos Carvalho

Compartilhe
Olá, amigos internautas!
O Esporte Clube Passo Fundo amargou na útima quarta-feira, 29, o seu terceiro rebaixamento para a Série B do futebol do Rio Grande do Sul. Não bastou a vitória contra o Brasil de Pelotas (2x1), em função da frustrante campanha, que custou a queda ao lado do Ypiranga.
O resultado da competição submete a uma profunda discussão sobre os rumos do nosso futebol. E é uma preocupação não apenas em nível local, mas do Rio Grande do Sul como um todo. Quem não caiu agora cairá nos próximos anos, se não estabelecer um planejamento diretivo a longo prazo.
Não cabe mais o modelo de fazer time só para o Campeonato Gaúcho. O Passo Fundo fez assim, optando por não jogar a Copinha, alegando custos e a pouca atração da disputa. Porém, abriu mão de começar a montagem do time, assegurando boas opções para o elenco do ano seguinte. Com isso, pagou o preço, entre outros motivos, é bem verdade, ficando sem a garantia financeira considerável disponibilizada para os integrantes do Gauchão. O que parece caro sai muitas vezes muito mais caro.
O retrospecto demonstra que grandes campanhas do tricolor passo-fundense foram construídas quando começou jogando um semestre antes. Foi dada a continuidade e houve a preocupação de não lançar um time totalmente novo no Campeonato Gaúcho, no qual a incerteza de resultados é inevitável. Arriscar às vezes pode dar certo, mas pode não dar, como aconteceu. 
Fica também o ensinamento de que a renovação de um elenco precisa ser gradual, não alterando toda a fotografia. Foi o que aconteceu com o Ypiranga. Havia um time bem ajustado, que garantiu bons resultados em nível de estado e de Brasil, e com tantas saídas as reposições não deram a resposta esperada.
De outra parte, a construção de um projeto que permita a permanência na elite do estado e galgando chegada às participações nacionais, parte de uma categoria de base forte. Há que se buscar as alternativas dentro da própria casa, com atletas identificados com o clube e que poderão futuramente gerar caixa. Jogadores são profissionais, giram de um lado a outro, em busca da melhor colocação no mercado. Não se pode perder a relação com as raízes, especialmente em uma região próspera na revelação de talentos.
Caiu. Agora é começar a reconstrução. É manter a união, repensar conceitos e projetar um rápido retorno à Série A. O Passo Fundo historicamente na Divisão de Acesso tem característica de chegada e pode já em 2018 estar disputando as primeiras posições. Claro, com a montagem dentro da devida antecedência, para não ficar entregue novamente às incertezas do cenário da bola.

Até a próxima! Sejam felizes, vocês merecem!


Leia Também O Enart, de novo! A importância de ter uma recepcionista/secretária preparada em seu consultório. Feito é melhor que perfeito Transporte coletivo entre boatos e incertezas