Rio Passo Fundo: um olhar de sensibilidade e compreensão

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Com o objetivo de reconhecer a importância do Rio Passo Fundo como patrimônio paisagístico, natural, histórico, político e econômico, o Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS), o Museu Histórico Regional (MHR) e o Museu Zoobotânico Augusto Ruschi (Muzar), ligados à Universidade de Passo Fundo, se unem para apresentar à comunidade o projeto “Rio Passo Fundo: patrimônio paisagístico, natural, ambiental, histórico-cultural, econômico e político” – que consiste em exposições que abrangerão diferentes aspectos relacionados ao Rio Passo Fundo e contemplará não apenas a cidade que leva o nome do Rio, mas, também, toda a sua bacia hidrográfica. A viabilização do projeto se desenvolverá através do apoio de diferentes entidades, entre elas o Comitê Rio Passo Fundo que, na reunião ordinária do mês de março, recebeu as coordenadoras do MUZAR e do MAVRS, Flávia Biondo e Tânia Aimi, para apresentar aos membros a proposta das exposições.

Busca pela integração da comunidade

Um dos objetivos do projeto, que foi selecionado no programa da Caixa Econômica Federal de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro 2017/2018 e será viabilizado com um recurso de R$ 300 mil, é de integrar a comunidade regional na construção de uma cultura de valorização do patrimônio natural. Sendo assim, o papel do Comitê Rio Passo Fundo, enquanto articulador nas 30 cidades abrangidas por sua atuação, é essencial. “Essa é uma exposição que tem a pretensão de abordar temas do cotidiano dos municípios componentes da bacia hidrográfica do Rio Passo Fundo e, por isso, vamos ter a oportunidade de compreender e conhecer as potencialidades e fragilidade do nosso Rio”, inicia o presidente do Comitê, Claudir Luiz Alves. Ele acrescenta, ainda, que as exposições vão possibilitar diferentes reflexões sobre o tema. “Tendo o tripé economia-sociedade-ambiente como eixo orientador da exposição, é possível chegar a todos os aspectos essenciais referentes ao Rio. A possibilidade de tratar esse tema dentro dos museus se constitui em uma oportunidade de aliar a história aos caminhos que ainda devem ser percorridos. A reflexão pode ocorrer no sentido de se questionar: quem chegou primeiro, a água, o homem ou a cidade?”, destaca.

Estrutura

Para atingir os objetivos propostos, o projeto vai buscar realizar o mapeamento de potenciais informativos sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo para, então, montar quatro diferentes exposições: Rio Passo Fundo: Patrimônio Paisagístico, Natural e Ambiental (Muzar); Rio Passo Fundo: Patrimônio Histórico-Cultural, Econômico e Político (Mavrs e MHR); Rio Passo Fundo: Patrimônio Socioambiental (exposição itinerante que ficará disponível para os municípios de abrangência da Bacia Hidrográfica). Além das exposições, serão promovidas também ações de educação ambiental – oficinas, palestras e, também, através do uso de diferentes tecnologias - com o apoio da Sala Verde/MMA, Sala Futura/GESP-Agenda 21, Setor Educativo Roseli Doleski Pretto e, também, do Comitê Rio Passo Fundo. Antes disso, no entanto, serão realizadas cinco expedições que percorrerão partes representativas do Rio Passo Fundo em busca de dados – sejam relacionados à água, à flora e à fauna, como, também, relacionados à sociedade, coletados de forma vivencial, teórica ou oral. Serão percorridos os municípios de Passo Fundo, Pontão, Ipiranga do Sul, Campinas do Sul, Cruzaltense, Ronda Alta, Entre Rios do Sul, Nonoai e Goio-Em.

Além das entidades já citadas, a proposta terá o apoio, ainda, da Agenda 21 Local, do Batalhão Ambiental da Brigada Militar, do Projeto  Navegar  do Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas e Instituto  Educacional Cecy Leite Costa, da  Secretaria Municipal do Meio Ambiente, da Corsan, e da Primeira Promotoria Especializada do Ministério Público Estadual e de várias  unidades e setores da UPF: Vice reitoria de Extensão e assuntos Comunitários, Instituto de Ciências Biológicas (ICB), Faculdade de Engenharia e Arquitetura (FEAR), Faculdade de Artes e Comunicação (FAC), Instituto de Ciências Exatas e Geociências (IC0EG),  UPF Virtual, Agência de Comunicação UPF, entre outros. Assim, buscando a interdisciplinaridade, o projeto busca sensibilizar a comunidade para olhar, de forma diferente, abrangente e consciente, para o Rio Passo Fundo.

Créditos: Sammara Garbelotto (Ass. Comitê)

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