Mandar, explicar e dialogar, nas relações educativas

Postado por: Israel Kujawa

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Ao longo dos anos, a psicologia, assim como as demais ciências, evoluíram e buscaram variados esclarecimentos para as interrogações que as cercam. Entre os temas, as teorias comportamentais adquiriram espaços que mereceram destaque. Especificamente, as diretrizes nas relações entre adultos e crianças devem ser objetivadas e esclarecidas, visto que existem dificuldades em distinguir rigidamente as situações que devem ser orientadas pela autoridade, pelo explicação ou pelo diálogo. Para isto, os referenciais que impõem a transição entre o comportamento ativo, dialógico e passivo, devem ser seguros e respeitosos, demonstrando capacidade de ouvir críticas com equilíbrio.

 Este hábito necessita da aceitação mútua de quem ouve e de quem é ouvido. Aplicando-se, conceitualmente, a expressão “o que um não quer, dois não fazem”. Por conseguinte, a discordância no modo de se fazer ouvir gera conflito e aponta a necessidade de uma ferramenta indispensável que é a mediação. Nesta ferramenta está incluído o poder, que pode ser econômico, de conhecimento ou simplesmente a autoridade paterna, que deve ser capacita e legitimada socialmente.

A pratica demostra que a parte da relação com menor poder, curvar-se-á, diante dos conflitos nas relações. Nisto está incluído a complexidade da constituição e maturação psíquica, vinculada com a singularidade dos sujeitos, que exige capacidade de avaliação permanente nas relações educacionais. O desaconselhável, a ser evidenciado e revisado está nas situações em que se faz valer, por exemplo, a opinião dos filhos ou crianças, que possuem conhecimentos e maturidade psíquicas menores do que os adultos, em relação ao conjunto dos problemas e oportunidades.

Dessa forma, é importante um conhecimento de contexto, seguro e convincente, na tomada de decisão, para administrar adequadamente os conflitos. O responsável pela criança deve saber se posicionar, distinguido, claramente, situações em que a decisão é fruto do diálogo e quando o poder da autoridade deve prevalecer. Neste caso, a ordem deve ser dada, a explicação e o diálogo virão depois. Este procedimento contribuirá para internalizar uma cultura comportamental capaz de respeitar o limite das leis, das regras e da convivência socialmente saudável.

            

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