Motoboys insistem em se arriscar

Postado por: Ronaldo Rosa

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O que alguns motoboys fazem nas ruas de Passo Fundo é de espantar. Não obedecem a sinal fechado, passam “voando” entre as filas de carros, sobem nas calçadas, andam na contramão, desviam pelo meio dos canteiros e por aí vai, todos os tipos de infrações. Nesta profissão sabemos que o tempo de uma entrega é primordial, quanto mais fizer mais ganha, por isso que ocorrem essas irregularidades, porém já tivemos acidentes fatais, onde ou o motoboy ou um pedestre ou outro motorista foi à vítima. Todos precisam “ganhar o pão” e sustentar sua família, mas como diz o ditado “é melhor perder um minuto na vida, do que perder a vida num minuto”, Escrevo sobre isto, muito mais como alerta, por entender que não vale a pena se arriscar tanto assim, do que como uma crítica.

 

Taxistas precisam melhorar o atendimento aos clientes

No programa Frente e Verso, de sábado, pela Rádio Planalto, recebi representantes dos taxistas e o secretário Cristiam Thans. Na pauta a necessidade de Passo Fundo ter Uber, tendo em vista a discussão nacional sobre o tema, que agora está no Senado. Particularmente o programa me convenceu que não é uma boa para a cidade adotar este aplicativo, principalmente pela questão da segurança, pode ser mais barato, mas não compensa pelas dúvidas que foram levantadas. A saída então é melhorar os serviços de táxis, com veículos melhores, se bem que a maioria da frota é de qualidade, mas principalmente com preços mais acessíveis e melhor atendimento por parte dos profissionais. São muitas reclamações de taxistas mal humorados, sem educação e exploradores, pois não ligam o taxímetro  o cobram muito mais do que o justo. O certo é apertar a fiscalização, aumentar as exigências e assim o serviço será qualificado e não haverá necessidade de buscar alternativas. Basta boa vontade do poder público e da própria categoria, que precisa se preservar, eliminando os que denigrem a imagem do serviço.

 

Paralisações forçam a necessidade de licitação urgente no transporte coletivo

O fato de uma empresa ser detentora de quase toda uma prestação de um serviço público, como a Coleurb é em Passo Fundo, dá nisso. Numa paralisação dos funcionários, a maioria da população sai prejudicada. Fossem mais empresas, os prejuízos seriam amenizados, por isso a licitação é urgente e as linhas precisam ser distribuídas entre mais gente, aliás, tem que se estabelecer um limite de linhas por empresa, assim, quando for hora de discutir salários, haverá uma divisão de interesses e com certezas as paralisações não serão tão frequentes como tem sido nos últimos anos. Na nova licitação, a Codepas, que é a empresa pública do setor, precisa ser fortalecida, com mais e melhores linhas.  Eu defendo salários justos e benefícios para todos os “bons” trabalhadores, mas sou contra greve, pois quem sai mais prejudicado nesta história é quem não tem nada a ver com a negociação, no caso o passageiro.

 

Dizem por aí... Que as greves reforçam a tese de que é preciso modernizar e informatizar, para que os serviços públicos não fiquem reféns de funcionários. Será verdade?

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