Páscoa sem ministros

Postado por: Neuro Zambam

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Em mais uma rodada de decisões sem forte repercussão, tivemos ontem a autorização para que sejam investigados um conjunto de ministros e outros políticos de certa relevância no passado e com expressiva influência na atualidade.

O retrato do país cambaleante está no “conjunto da obra”, como se dizia há pouco tempo. Governos e instituições atolados em denúncias de corrupção e a população que perdeu totalmente as condições e a capacidade de se indignar e reagir. Os que lutaram por mudanças estão sem condições de atuar porque foram “picados pela mosca azul” e gostaram. Não raras vezes encontramos saudosistas dos tempos áureos. Mas, sem referências, pouco importa.

Os que se organizaram nas ruas e com as panelas (vazias de organização, conteúdo e planos) ou não sabiam ou desconheciam “a mosca azul”. Logo, não foram mordidos e nem sabem onde ela está.

Uma Páscoa com este ambiente de fato precisa de novas ressurreições.

Ao passo disso, nos deparamos com novas guerras, ou continuidade das que nunca terminaram ou forma mal resolvidas por mal iniciadas. E, como todas, jamais deviam ter iniciado. “Não bastasse isso, os atentados às igrejas no Egito revelam o clima de incerteza e insegurança que desanima o mundo”.

O fanatismo está em alta em muitos ambientes pelo mundo afora: Na política com fanatismos e intolerâncias em governos e instituições; na economia com a incapacidade dos teóricos verem para além do mercado; nas igrejas as dificuldades de diálogo. E assim vamos.

A Páscoa é um fato do passado que tem seu sentido na expressão da fé, nas celebrações e, especialmente, no cotidiano. Em meio às ameaças da política sem rumo e do fanatismo assustador, é preciso buscar ressurgir e continuar.

Feliz Páscoa a todos.

 

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