Cerealistas lamentam descaso do governo com o setor

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O Rio Grande do Sul não tem onde armazenar sua produção de soja. Prestes a colher quase 18 milhões de toneladas de soja, a produção está sendo estocada em silos bolsas e em piscinões, ou seja, no chão. O presidente da Associação dos Cerealistas do Rio Grande do Sul (ACERGS), Vicente Barbiero, criticou o descaso da política oficial do governo federal com o setor, durante entrevista na Rádio Planalto AM. “Se quisermos construir armazéns temos que pegar dinheiro a 14% de juro ao ano, é juro maior de que a Selic, é inviável e o governo não vê isso”, disse Barbiero. Os cerealistas recebem mais de 50% da safra de soja gaúcha. Os juros dos empréstimos para construção de armazéns novos são bem mais altos para os cerealistas de que para as cooperativas e até para produtores. O setor se sente discriminado, disse o presidente.  

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