O que fazer com a “Caravela”?

Postado por: Ronaldo Rosa

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Como vereador, apresentei na Câmara um projeto de lei, que autoriza a prefeitura a retirar a “Caravela”, construída a mais de 15 anos, no Trevo da Avenida Brasil, saída para Carazinho. A iniciativa quer tornar aquele espaço mais útil para a população, com a execução de um processo de urbanização, com a instalação de equipamentos públicos, como ciclovia e academia ao ar livre. Infelizmente aquele monumento desde que foi construído nunca teve a atenção que precisa e hoje está depredado, sujo, pichado e servindo como esconderijo de marginais e drogados, sendo inclusive um risco para trabalhadores e moradores daquela região. Construída para ser um cartão postal, a “Caravela”, como está, é um péssimo cartão de visita e algo precisa ser feito, não podemos mais fazer vistas grossas para a situação.

 

Memorial do “Chicão”

O papeleiro Chicão, falecido há poucos meses, marcou história em Passo Fundo e deixou um legado, por ser uma pessoa de visão diferente, conforme palavras do professor Ironi Andrade, admirador do trabalho deixado por este homem humilde. Justamente por isso, o professor Ironi está liderando um movimento para construir um “Memorial do Chicão”, onde os livros arrecadados, recolhidos e encontrados no lixo, por ele, fariam parte de uma biblioteca pública, para ajudar no crescimento cultural, especialmente de crianças carentes. A ideia é que o Memorial seja no bairro Záchia, junto a Escola Guaraci Barroso Marinho. Estou me somando ao projeto do professor Ironi Andrade, na mobilização do Poder Público, para que esta iniciativa se torne realidade e desde já, convido os leitores a participar e ajudar também.

 

Desarmamento fere a democracia

Esta aí um tema polêmico, que tem opiniões para todos os gostos. Na verdade os marginais não se desarmaram, pelo contrário, possuem cada vez mais armas potentes, até mais que a polícia. Enquanto isto, muitos cidadãos de bem, que obedecem as leis, entregaram as suas armas, ficando fragilizados na sua defesa. Os técnicos alegam que o desarmamento evita mortes de inocentes, pois não adianta ter uma arma em casa e não saber usar, pois num confronto com um marginal, mesmo aramado, o cidadão de bem poderá ser morto, além de o desarmamento evitar acidentes domésticos. Grande parte da população não entregou as armas e não se conforma com esta lei e nem vai se conformar, por isso a polêmica sempre existirá, tem os dois lados, mas o fato é que a maioria da população, em plebiscito, foi contrária ao desarmamento e como vivemos num país de regime democrático, deveria ser obedecida à vontade da maioria.

 

Dizem por aí... Que na prática, revogar o Estatuto do Desarmamento, não muda nada para a polícia, nem para a população e muito menos para os marginais. Será verdade?

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