Do olhar sereno e da face raivosa

Postado por: Neuro Zambam

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O período subsequente à Semana Santa, neste contexto conturbado, complexo e desanimado, presta-se para a reflexão, imaginação e observação atenta.

Os noticiários foram dominados pelos atentados às Igrejas de Alexandria, no Egito, o massacre de sabe-se lá quantas pessoas na Síria e, no Brasil, com líderes escondidos ou inexistentes, pela preocupação com a Reforma de Previdência. Sobre esta, sejamos claros, quase ninguém entende o que está acontecendo.

Sem esquecer, mas com o intuito de destacar, revigorar e não apenas citar, como tantas vezes e por tantos é feito como modismo de ocasião, os pronunciamentos do Papa Francisco impactaram sobremaneira, em meio ao aparato de segurança cuidadosamente organizado no seu entorno e aos sinais do seu ar cansado e decepcionado com o mundo e com as crises dos refugiados, das guerras e da violência contra aqueles que promovem o bem de todos.

Das potências, dos ditadores e daqueles envolvidos nas tramas da política nacional – citados nas delações e os originalmente investigados, não se pode esperar um rosto decepcionado com o afunilamento dos interesses mesquinhos ou do desafio de construírem novos arranjos, quiçá mais sofisticados. A ira revela a decepção, bem pior é a incapacidade da nação brasileira de reagir e voltar às ruas e ocupar os meios mais sofisticados e poderosos do que as ruas e microfones.

Em nível global o domínio de concepções fechadas se assemelha ao abismo e ao final das festas romanas regadas a banquetes sem sentido.

De outra parte e com palavras serenas, capazes de denúncias e repercussão maior que as armas, está a voz confiante e fomentada por convicções que não precisam de armas, porque Forças Armadas inexistem, está a palavra do homem de branco, cuja sofisticação ali está – longe da pompa, perto de cada um.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça e os misericordiosos (Mt 5, 1-13). Qual olhar, qual sentimento.  

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