Voluntariado: O pilar da tradição

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Depois de 70 anos do maior ato realizado pela juventude tradicionalista, em 1947, muita coisa mudou. O mundo, por si, mudou. A evolução da tecnologia, aliada à evolução dos tempos, das pessoas e dos continentes, trouxe outros pensamentos, outras atitudes e até outros pensadores.

A frase “Só cuida pra onde vai, quem respeita de onde vem”, citada por Ângelo Franco em sua música “É aqui junto ao chapéu”, define como devemos olhar para o passado para planejar o futuro. Como já afirmou Barbosa Lessa, devemos ter mais cuidado com o homem do campo, pois apesar do Movimento Organizado depender – e muito – da parte artística e cultural, tem raízes firmadas no homem campeiro, tem sementes germinadas na lida bruta do campo, no cuidado com os animais, na vivência rural que nos tempos passados, foi motivo de muito orgulho para todos.

Com o andar da carruagem, não iríamos muito longe, se não estivéssemos em um ano de reflexão, se não tivéssemos momentos e pessoas aptas a nos abrir os olhos para a situação e para onde estávamos indo.

Na sociedade capitalista que vivemos, por vezes somos engolidos pela ganância, pessoas que querem mais e mais dinheiro e no final acabam sugando nossas entidades e nosso movimento. Com o apoio do presidente, dos conselheiros e coordenadores, iremos direcionar os próximos 5 anos, para a retomada de valores, em especial, o do voluntariado, fazendo valer o título de entidade sem fins lucrativos, trabalhando para o movimento e não para "alter egos" gananciosos.

Portanto, devemos trazer novamente, da essência do movimento organizado, da essência do homem campeiro e da simplicidade do povo gaúcho o bem querer pela tradição, trabalhar sendo voluntário, sendo mais um soldado na luta eterna pela perpetuação da nossa cultura para as gerações que irão nos suceder. "Cada consciência é um caminho que pode ou não ir além e só cuida pra onde vai, quem respeita de onde vem". 

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