Pedro Almeida, um secretário além de seu tempo

Postado por: Dilerman Zanchet

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Ia escrever, e não sem tempo, sobre os desmandos que vi e ouvi na mobilização de ontem. Acho que até vai dar assunto para a semana que vem, embora já avise aos que não trabalham e que estiveram nas manobras, que boi de piranha é o primeiro a morrer na travessia.

O outro aviso deixarei para o final do artigo.

Até por que a intenção, hoje, é de elogiar. Prestem atenção: Elogiar não é puxar o saco. Isso eu não faço e os amigos que tenho sabem bem disso. Sou de colocar os pingos nos “Is”. Muitos não gostam. A eles, minha indiferença.

Quero falar sobre a competência, a qualidade, a intelectualidade e a coerência de uma pessoa, hoje secretário de Cultura, que há muito tempo conheço.

Pedro Almeida, para quem não sabe, começou sua vida pública cantando no grupo Tchê Sarandeio, ao lado do Luciano Bernardo. A partir daí, com as idas e vindas que a vida nos presenteia, comecei a observar a sua qualidade. Se ele não gosta do que você diz, ele não retruca. Engole, disfarça e segue o papo.

Se ele gosta, a conversa flui melhor. Quem o conhece sabe desta virtude.

É uma pessoa que muito ouve e pouco fala.

No palco, no entanto, solta a garganta. Se transforma, sem perder a essência.

Admiro o Pedro pela forma simples, inteligente e competente de tratar da coisa pública.

Se tiver acertos a administração do prefeito de Passo Fundo, uma delas foi ter colocado Pedro Almeida como secretário.

E mais: Desmistificando que para ter cultura precisa-se ser intelectual ou engolir alguma cartilha, Pedro sabe elevar o tom, ou mantê-lo no nível necessário.

Há: Usa bombachas. E tem orgulho disso, para gáudio dos gaúchos de fato.

Pedro Almeida, tanto como músico, como empresário ou como secretário, é bem conceituado. E não foi por ter sido convidado e ter assumido um cargo público que este lhe subiu à cabeça.

Assim que precisamos de agentes públicos: simples, humildes, ouvintes, e qualificados.

Neste aspecto, Passo Fundo está bem servido.

Na homenagem ao empresário Adão Cirinei da Cunha, Pedro cantou. E cantou bem. Como sempre.

Tenho orgulho de tê-lo como amigo.

Para encerrar, sei que este texto vai gerar ciúmes. E sei que em algum lugar vão dizer ao Pedro que estou lhe puxando o saco.

Não me preocupo com isso.

Palavras verdadeiras seguem exemplos verdadeiros.

E a inveja? Bem, a inveja, todos sabem, é uma ....!

Na foto, no show em homenagem ao Adão Cirinei da cunha, na Palazzo.

 

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