A fome e a abundância (I)

Postado por: Neuro Zambam

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Desde o ano passado fui incumbido de coordenar, na próxima semana – dias 10, 11 e 12, o I Seminário sobre a Teoria da Justiça de Amartya Sen, cujo tema central é o Direito à Alimentação. Este evento tornou-se possível devido aos valorosos colegas professores, os iniciantes dos grupos de pesquisa, o apoio da Direção de IMED, dos coordenadores da Escola de Direito e do Programa de mestrado. Associado a estes, as diversas entidades públicas e privadas que estão sensibilizadas com as deficiências que a região e o Brasil enfrentam para garantir ao seu povo esse direito básico.

Além disso, é notável e engrandecedor que tenha ocorrido um significativo aumento da produção de alimentos no mundo, no Brasil e, particularmente na nossa região naturalmente vocacionada para este fim.

Esta contradição chama atenção e nos indaga: Como explicar que ao lado de uma produção fantástica, consequência da evolução tecnológica e da ação inteligente e bem planejada do homem, ainda existam contingentes de pessoas vítimas da fome e das desigualdades?

Durante a organização desta programação fiquei impressionado com a ampla receptividade de pessoas, líderes e instituições com esse grave problema. Da mesma forma a disposição de alunos, professores e outros de diferentes áreas diante de um problema que pode passar distante caso insistamos em continuar olhando de longe ou participarmos de campanhas de caridade, solidariedade ou mesmo doações mais ou expressivas ou até dar esmolas nas sinaleiras, estacionamentos e outros locais. Estas últimas de nada adiantam e deveriam envergonhar as consciências que fazem isso rotineiramente.

O Seminário reunirá pesquisadores do Brasil e da América Latina empenhados seriamente com as questões de justiça social. Por exemplo, o Professor Economista Dr. Flávio Comim com trânsito nas melhores e maiores universidades do mundo. Chamamos para o debate Francisco Turra e Eduardo Suplicy, com trajetórias marcadas pelo compromisso com a justiça social nas esferas públicas e privadas, cuja respeitabilidade ultrapassa os grupos que representam ou o cargo que ocupam. O olhar diverso possibilita fugir do fanatismo e do preconceito que envergonham a política e os pensadores de mente estreita. Ao lado destes vários pensadores e juristas do Brasil tornarão a pesquisa e o debate rico pela diversidade e pelas intervenções.

Na próxima semana, destacarei a grandeza do envolvimento dos sindicatos, lideranças, empresas, poder público e personalidades da cidade e região. Além da sensibilidade dos professores e alunos de diversos lugares. Por ora incentivamos a todos para que acompanhem e participem.

 

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