A ditadura de uma relação desumana entre o mercado e o estado

Postado por: Israel Kujawa

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O   mercado e o estado são duas instituições poderosas que impactam, influenciam e determinam o comportamento das pessoas. O mercado inclui as relações de troca entre pessoas, incluído, basicamente, produtos, serviços. Na sequência as relações mercadológicas, passam a estar centradas na troca entre papeis ou contratos.

O estado é um conjunto de instituições públicas, construídas a partir de impostos cobrados de quem produz mercadorias ou serviços. Estas instituições foram criados por grupos de pessoas que se sobrepuseram nas relações de interesse e de poder, com o propósitos de controlar e dominar. São administradas por pessoas eleitas e   contratadas, por concurso ou por indicação. De forma simplificada pode ser dito que a função do estado é regulamentar, fiscalizar e executar serviços necessários para a vida em sociedade.  O debate e a polêmica, no atual contexto histórico é, em que medida estes serviços poderiam ser compartilhados ou melhor   executados por instituições privadas.

Nos últimos 50 anos, no caso do Brasil, o estado se apresentou de modo mais intervencionista ou mais reduzido. Ao diminuir a presença ou se ausentar de serviços indispensáveis para o bom desenvolvimento humano o estado se minimiza. Nestes serviços estão incluídos, moradia, alimentação, segurança, saúde, educação, comunicação, transporte e cultura. Nas duas últimas décadas do século XX o estado possibilitou, por meio das privatizações, que o mercado tivesse atuação em áreas de grande relevância que, até então, estavam sob o seu domínio quase exclusivo. Entre os setores que exemplificam esta afirmação estão a educação, a comunicação e a energia.

No início do século XX, o estado brasileiro assumiu uma configuração de maximização, aumentando a sua participação e o níveis de intervenção nos serviços direcionados à população. Esta ampliação se deu, em mesma ou maior proporção com a participação do mercado, que se envolveu e lucrou com a ampliação dos serviços identificados como indispensáveis para o bom desenvolvimento social.  No entanto, o desejo ilimitado de lucro e de poder do mercado e do estado, gerou uma crise de relação entre estes dois “monstros” que controlam nossas vidas. Esta crise impõem a aumento de sacrifício e a desumanização das relações, ao desvalorizar a mão de obra, aumentar da jornada de trabalho e sucatear os serviços públicos, dos quais o conjunto da população é dependente. 

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