Morte da menina Maria Elizabete no Bairro Leonardo Ilha tem culpado

Postado por: João Altair da Silva

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Menos importa agora se a jovem Maria Elizabete Nascimento, que morreu atropelada na RS-135, no Bairro Leonardo Ilha, estava no acostamento, segundo a colega que estava junto ou se foi pega em cima da pista, conforme sustenta o motorista de 79 anos. A tragédia não poderia ter acontecido. O esclarecimento da motivação jamais trará a adolescente para o convívio de seus familiares. Sua mãe vai chorar nesse domingo a inversão da ordem da vida, de ter que sepultar uma filha.

O trágico acontecimento deve ser debitado na conta das autoridades do DAER e da EGR. Não tem explicação. Esperam morrer tanta gente para tomar providências. O vereador Patric Cavalcanti esteve há dois meses no DAER e EGR em Porto Alegre pedindo uma lombada eletrônica no local. Me disse um ex-presidente daquele bairro que já morreram seis pessoas nos últimos anos naquele trecho escuro e com ribanceiras dos dois lados, logo após o trevo.

O Nilson Santa Helena do Bairro Záchia, quando presidente do bairro, promoveu uma série de manifestações, queimou pneus na BR-285, porque a comunidade estava sequelada com tantas tragédias. Segundo Santa Helena, morreram pelo menos 20 pessoas no acesso ao Záchia, até que o DNIT tomasse providências de instalar uma lombada.

O acesso para o Bairro São José, na BR-285, foi palco de acidentes fatais durante muitos anos. Pelo menos uma dezena de pessoas morreram ali. Há três anos, depois que instalaram a lombada, nunca mais ocorreu acidente com morte.

Lembro também do acesso para o Bairro Vera Cruz, na BR-285. Foram inúmeros acidentes fatais. Bastou a instalação do aparelho para, simplesmente, acabar com os acidentes.

Portanto, as autoridades sabem que eu coloca limitador de velocidade, ou, inevitavelmente, morre gente. As autoridades são culpadas sim. Elas deveriam ser penalizadas pela incompetência.

E é preciso parar com essa tese de que não pode colocar quebra-molas físico. Não dá para esperar morrer mais inocentes. Peguem uma caçamba de asfalto e façam um quebra-molas. Uma lombada física, com sinalização e uma luminária em cima, resolve o problema, custa barato e não depende de burocracia.  

 

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