Delações, invasões, desocupações e manifestações

Postado por: Dilerman Zanchet

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As delações da JBS começam a ser esclarecidas. Acho que muito mais do que delação, aquilo foi uma grande armação. E para confirmar, deveriam ter sido esclarecidos, há mais de uma semana da divulgação, alguns pontos que engasgam. Dentre eles, o fato de que só surgiram depois que o principal delator levou parte de seu imenso patrimônio ou dinheiro para fora do país.

Sim.... muito dinheiro. Até o iate dele foi levado para os EUA antes da coisa ter vindo à tona.

Dizem, fruto de um acordo de delação. Acordo que estipula multa de 11 bilhões, que ele ofereceu Um bilhão e que a negociação está em torno dos sete, oito. Vergonha para quem pegou do BNDES, com aval e empenho de Lula e Dilma, de mais de 40 bilhões de reais.

Há... Falta dizer que ele ri do povo brasileiro, pois não voltará mais ao país. E jogou tanta coisa no ventilador que, se realmente for tudo comprovado (no Brasil o ladrão de galinha fica preso, o que rouba milhões não fica), explode com o país.

Este é o item principal da delação da JBS.

Pergunto: Foi dada tanta chance aos delatores da Odebrecht? Será que os parâmetros são os mesmos?

Ainda sobre isso, é certo que os sindicalistas e contratados que foram à Brasília para criar o pânico saíram com o rabo entre as pernas.

O medo faz a diferença entre os touros e os terneiros. Aí é que se separam.

Depoimentos de pessoas que viram, no dia seguinte ao caos instalado em Brasília, dão conta de ocupantes de dezenas de ônibus com sinais de cansaço, alguns feridos, confessando que foram para a Capital do país protestar a convite do sindicato ou da CUT e , o que é pior, pagos para isso.

Mas isso não é novidade. CUT, desde os tempos em que o famoso metalúrgico era sindicalista, é uma central governada por baderneiros. Depois da depredação, foram jantar em famosa churrascaria de Brasília. Os da massa de manobra voltaram de ônibus. Tal qual aconteceu em Curitiba há poucos dias.

Menos mal para eles que assim ficam conhecendo o Brasil territorial.

Quanto à saída do Temer, minha opinião é a de que só deve sair se houver eleição indireta.

Eleição direta é rasgar a Constituição. Embora não concorde com tudo o que está escrito, ela existe, foi aprovada e é o que rege o país.

Respeito às leis, portanto.

Claro, não é o que a esquerda quer. Aliás, eles não pregam eleições diretas na Venezuela, em Cuba, na Coreia. Há tá bom.

Dando a volta no avião e retornando a Passo Fundo: Que cena violenta, lamentável, terrível de ver, quando uma máquina guiada por um homem, trabalhador, operário, destruir uma casa, por mais simples que seja, de outro trabalhador.

Foram cenas inesquecíveis da desapropriação da área da Codepas, nesta semana, próximo ao Parque de Exposições.

As mesmas máquinas que fazem terraplanagem para empresas estrangeiras virem aqui e desdobrarem dezenas de hectares e milhões de reais em desapropriação, afirmando ser um benefício para toda a região e, pouco tempo depois de instaladas fecharem as portas, são as máquinas que deixaram famílias e animais a Deus dará.

Não concordo e não compactuo com invasões. Sou a favor do Estado de Direito. Sou a favor da Constituição – já escrevi ali em cima, mas não posso deixar de lamentar que uma decisão judicial prejudique tanta gente.

É difícil entender que todos foram enganados. É verdade. Mas creio que, por ser uma área pública, o enredo poderia ter sido outro.

Li, em um destes comentários de internet, que se a empresa tivesse vendido os terrenos aos que lá já estavam, poderia adquirir alguns ônibus, pois os que estão em uso estão deploráveis.

Enfim, eu nem sei por que um município como Passo Fundo mantém uma companhia de desenvolvimento que nada desenvolve. É um caso sério a ser estudado. E com solução taxativa: Fechar. A parte do transporte público pode ser leiloada. Quanto aos funcionários que ali estão, que se crie um mecanismo legal para transferir para a iniciativa privada.

Por fim, a questão das manifestações. Só por Deus. Uma barbárie. E tudo pau mandado.

Esperemos, pois, que este país ainda tenha saída pacífica. Todas as atitudes devem ser tomadas com cautela. O caos poderá ser bem pior.

 

 

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