Os desdobramentos da crise política

Postado por: Marcel Van Hattem

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Dia após dia temos sido surpreendidos com novos escândalos envolvendo políticos e os maiores empresários deste país. Além dos agentes públicos do mais alto escalão escolherem a dedo os empresários favorecidos para financiar o irresponsável e criminoso projeto político que nos levou a ter mais de 14 milhões de desempregados, descobrimos que corruptores e corrompidos seguiam com o mesmo esquema inclusive quando a Polícia Federal já estava batendo à sua porta. Eles não tinham qualquer freio.

Depois de tantos escândalos, a população brasileira deve desconfiar de todos aqueles que supõe ter a cartilha do sucesso. Eles não têm. Isso é ainda mais certeiro quando a pessoa que estiver apontando o suposto caminho for um político da velha guarda, que já transitou por muitos governos. Hoje vemos que a corrupção nos governos passados foram regra, não exceção. Tendo essa informação como fato comprovado, não mais como suposição, fica mais fácil de dizer que quem participou, ou sabia de tudo, ou era incompetente a ponto de não ver nada. Não existe outra opção.

Como deputado que toma por base os conceitos liberais, aqueles que levaram os países mais bem sucedidos do mundo a chegarem onde chegaram, eu defendo que os agentes públicos não são senhores da razão. Por isso não se pode conceder a caneta para eles e esperar que eles ditem os caminhos, como se fossem tomados por uma aura divina quando tomam posse do cargo. Vimos muito bem o que acontece quando o Estado se torna superpoderoso e inchado: ele passa a criar dificuldades para vender facilidades. Apenas na dificuldade pode surgir o salvador da pátria, o pai dos pobres, esse tipo de líder mentiroso que uma parte da população ainda insiste em cultuar.

O caminho que proponho é o caminho do mérito, o caminho da liberdade. O Estado existe para prover segurança, em primeiro lugar. Depois, saúde e educação. Todo o resto pode e deve ser exercido pela iniciativa privada, pelos empreendedores e empregados que melhor oferecerem o serviço, com preço adequado. Essa é a regra de sucesso quando o Estado permite que o mercado tenha as condições para que o trabalhador seja recompensado!

Devemos trabalhar para implantar no Brasil o capitalismo que não escolhe campeões. O capitalismo que permite que cada um ganhe o que o mercado decidir que é merecido. Isso só poderá ocorrer quando o governo diminuir seus gastos, parar de sufocar a população com impostos estratosféricos e permitir que o empreendedorismo e o emprego voltem a ser o caminho para a ascensão social.

Esta é a hora de esquecer as velhas brigas e pensar no Brasil. Infelizmente não estamos vivendo em um mundo fictício, em que o filme termina e o vilão não vence: precisamos saber muito bem quem defendemos para não repetirmos os erros que historicamente fazem o Brasil seguir patinando, ficando pra trás, quando o mundo inteiro sabe que basta o mínimo de organização política para alcançarmos lugar de destaque.

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