Temos de dizer não à renegociação da dívida estadual

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O delicado momento político e econômico que vive o país exige um posicionamento rápido e responsável de toda sociedade. Mas em especial do governo gaúcho. Com o total descrédito do atual governo Temer, essa é a hora ideal para que o Rio Grande do Sul construa uma nova pauta política e retome o protagonismo de sua história. E esse novo caminho passa obrigatoriamente pela rejeição da proposta do governo federal de recuperação fiscal do Estado. O governo gaúcho tem de dizer não à essa chantagem, que é ruim, negativa, equivocada e complica ainda mais o futuro do Rio Grande.

Para que isso comece a ser construído, o governo precisa retirar da Assembleia Legislativa a pauta da realização de um plebiscito para venda de estatais. Entregar patrimônio público em troca de uma dívida ainda maior com a União em poucos anos não é um bom negócio para os gaúchos. Não podemos nos colocar de joelhos diante de um governo federal desmoralizado e que está atolado em uma infinidade de escândalos de corrupção. Precisamos construir outro ambiente, com uma nova perspectiva. Temos de fomentar a nossa economia, combater a sonegação fiscal, a pirataria e o contrabando e reavaliar as desonerações fiscais.

Não somos contra, de maneira alguma, desonerar setores estratégicos de nossa economia para dar mais competitividade para determinadas empresas. Mas precisamos, sobretudo, valorizar o setor produtivo que gera emprego e aposta, de fato, em nossa terra. Precisamos estimular quem produz, quem aposta em ciência, quem devolve à sociedade o benefício recebido do Estado. Mas isso inclui outra bandeira, como a insistência de colocar no centro da luta política do Estado a pauta da Lei Kandir. A demanda é um direito do Estado e deve ser pleiteada com firmeza junto à União. Não podemos nos apequenar e permitir que o Rio Grande seja prejudicado nas relações com o governo federal. Temos de ter coragem para dizer não a propostas que prejudicam a nossa economia e lutar com garra por direitos que podem tirar o Rio Grande do sufoco.

Mas para isso precisamos de união. Temos de estar juntos, políticos, empresários e sociedade civil, em um pacto pela retomada do desenvolvimento no Estado, independentemente do posicionamento político. Retomada essa que precisar incluir todos os setores da economia e todos os agentes de nossa sociedade. Pois será somente com uma atitude firme e coletiva que poderemos traçar um futuro melhor para todos os gaúchos.

 

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