As campanhas pontuais e permanentes

Postado por: Neuro Zambam

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As estações climáticas mudam rotineiramente e passam a integrar o conjunto do ano de forma a não impactar na formação da nossa agenda ou das decisões. Afora comentário que pouco acrescentam, sobressaem ações relevantes que, apesar de costumeiras, precisam motivar compromissos permanente de correção de rumos em vista da justiça social.

O inverno, estação marcada pelo seu rigor de temperaturas, expõe nossa sensibilidade em relação aos demais seres humanos e àquelas situações que geram mais sofrimento. O Natal é outro momento forte de sensibilidade social pelas motivações já conhecidas.

As inúmeras campanhas empreendidas pelos governos são importantes para nunca esquecermos quem está ao nosso lado e, desta forma, exercermos nosso compromisso cristão e político. O sofredor não é um necessitado, mas um igual a nós, que não merece nossas sobras, mas nossa solidariedade.

Disse bem nosso secretário de Cidadania e Assistência Social, Wilson Lill, que não se deve dar aquilo que está sobrando, mas aquilo que usaríamos. Permito-me acrescentar em relação aos alimentos, devemos doar alimentos com a qualidade daquele que nos alimentamos no nosso dia a adia.

A existência de pobres, famintos e necessitados que batem às nossas portas e do poder público denunciam a impotência de nossas ações individuais e institucionais. Infeliz daquele capaz de agradecer pela existência dos pobres porque pode fazer caridade ou doações.

Felizes daqueles capazes de atuar na prevenção das desigualdades sociais, assim como, outros que ajudam de forma anônima ou pública, e o fazem como uma dimensão humana, solidária e política em vista da solução.

A capacidade de ver, ouvir e ajudar o outro como um igual, aguça a sensibilidade, torna o homem mais humano e a sociedade mais solidária.

O retorno, que nessas ações não pode ser quantificado, é individual e coletivo, quanto maior for sua repercussão e resgate da dignidade do outro. Do inverno ao Natal, da criança ao Idoso, da comunidade à metrópole, assim como, nas demais instâncias, os gestos pequenos e extraordinários, precisam impactar em vista do bem comum.

Doar e ajudar sempre é legítimo e necessária, mais impactante quando contribuir para a educação para a solidariedade e, com isso, a superação do individualismo e da arrogância.

 

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