A singularidade e a responsabilidade

Postado por: Israel Kujawa

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Os espaços para debater, estudar e entender a singularidade de cada pessoa devem ser ampliados. Esta ampliação possibilitará o reconhecimento, a ressignificação e a responsabilização dos comportamentos. Para que isto ocorra, o modelo de conhecimento, uniformizado padronizado e universal, deve ceder espaços para modos reflexivos, que se arrisquem na construção de entendimentos que respeitem e incluam os diversos modos de reconhecimento social responsável.

Um exercício, em sintonia com este modo de entender o humano, o conhecimento e a segurança social, está à disposição no livro, Segurança Pública e Psicologia: bases e para um inversão epistemológica da intervenção.  A inversão ou as mudanças necessárias no modo de entender o fenômeno da segurança indicam a necessidade de intervenções, em sintonia com as características da época que estamos inseridos.  Isto inclui a percepção de que o modelo positivista moderno que predominou até a metade do século XX foi atingido mortalmente no aspecto teórico e nos fatos históricos.

No aspecto teórico, pesadores como Albert Einstein, Friedrich Nietzsche, Michel Foucault, Carl Gustav Jung e Jaques Lacan estão entre as referências para entender as insuficiência no modelo civilizatório reducionista, construído pelo cientificismo positivista. O uso autoritário, egoísta e destrutivo do conhecimento científico resultou em acontecimentos sintetizados nas guerras mundiais, no fascismo, no nazismo, no estalinismo e em incontáveis exemplos de gestão social ditatorial e desumana.

O conjunto dos pensadores, já referenciados, além de outros que ainda se encontram fisicamente entre nós, como é o caso de Fritrjof Capra e Edgar Morin, foram precedidos pelo cientista, Sigmund Freud, que previu, se antecipou e descreveu o mal estar da civilização. O conjunto de pesquisas, feitas por autores que souberam se antecipar, apresentando novas referências para entender o ser humano e a sociedade, estão disponibilizadas em publicações. Estas referências apontam para a necessidade de aprendermos a conviver e nos responsabilizarmos com o reconhecimento de múltiplas singularidades.

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