O julgamento

Postado por: Neuro Zambam

Compartilhe

O Brasil acompanha nesta semana mais uma situação constrangedora na arena política, qual seja, a continuidade, que espera-se finalizada, do processo que envolve a chapa vitoriosa da eleição presidencial passada, Dilma-Temer. Por força da atuação conjunta de ambos, naquela situação, agora, respondem juntos nesse conjunto de acusações.

Claro está que a campanha foi conjunto e ambos sabiam, total ou parcialmente, até porque os candidatos não precisam saber dos mínimos centavos que envolvem as entradas e saídas e, sequer, os detalhes das opções de pagamento que envolvem uma campanha eleitoral.

O fato é que os candidatos respondem juntos pelos atos de seus administradores. Neste caso, na minha opinião, é justo que ambos respondam pelos atos da campanha. Uma coligação ou acordo eleitoral, especificamente, é feitio entre diferentes – pessoas, partidos, ideologias e formas de compreender o exercício do poder.

Não por acaso, os candidatos que chegaram ao segundo turno da eleição passada estão na mesma situação. Enrolados em processos intermináveis, cujo resultado ideal seria, no decorrer do tempo, a mudança da prática política no Brasil com um novo comportamento desde as bases até as cúpulas ou desde o degrau de cima até o primeiro. Parece improvável que isso ocorra, tanto de cima para baixo, quanto de baixo para cima.

Para não perder a esperança, aquela orientada pelo ideal do cristianismo, é preciso crer que as gerações mais jovens possam ver sinais de mudança num horizonte longínquo. As gerações atuais, especialmente aquela acima dos 35 anos, deixa como herança um conjunto de 50 anos pouco férteis, para não dizer estéreis.

O Brasil, um país jovem de apenas 500 anos, precisava passar por este período de debate público e exposição de sua podridão. É assim que se amadurece a democracia. Entretanto, os leitores concordarão comigo, não pensávamos que era tão extensa a podridão e atingia a tantos e de todos os matizes.

De resto, precisamos manter viva a chama da esperança em vista das futuras gerações. Apenas para não esquecer, sobre isso não tenho ouvido pronunciamento dos ex-presidentes do Brasil.

Leia Também 33º Domingo do Tempo Comum. O Enart, de novo! A importância de ter uma recepcionista/secretária preparada em seu consultório. Feito é melhor que perfeito