A desigualdade social no Brasil e no mundo

Postado por: Clovis Oliboni Alves

Compartilhe

A desigualdade social é um dos principais fatores que impedem o desenvolvimento harmônico, da economia e da sociedade como um todo. O Relatório Mundial de Ciências Sociais 2016, demonstrou uma preocupante realidade: 1% da população mundial mais rica, detêm hoje o mesmo capital dos 99% restantes. O mesmo relatório, diz que 200 milhões de pessoas que viviam na extrema pobreza em 2010, poderiam ter deixado essa situação se tivessem estes, se beneficiado igualmente do produto do crescimento entre 2000 e 2015. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), os países com os menores índices de desigualdade social são: Noruega, Japão e Suécia. Já os com maiores índices de desigualdade, ficam no continente africano, sendo estes: Namíbia, Lesoto e Serra Leoa. A ONU classifica o Brasil como a 8ª nação mais desigual do mundo, atribuindo como principais causas desta desigualdade, fatores como: Falta de acesso a educação de qualidade, políticas fiscais injustas, baixos salários, dificuldade de acesso aos serviços básicos de saúde, educação, segurança pública, transporte público e saneamento básico.

  Um dos fatores que mais contribuem para a falta de desenvolvimento econômico e social no mundo, está intimamente ligado a desigualdade social. Este problema, geralmente peculiar aos países subdesenvolvidos, afeta milhões de pessoas em todo mundo. As projeções dos economistas do Banco Mundial revelam que, para eliminar a pobreza extrema até 2030, os mais pobres deverão se beneficiar de um crescimento superior em 2 pontos percentuais (Lakner e outros, 2014). Os altos índices de desigualdade, limitam a capacidade produtiva e de consumo da sociedade. Segundo pesquisadores do Fundo Monetário Internacional, investir na população mais pobre e da classe média, dá melhores resultados para a economia do que investir nos 20% mais ricos (Dabla-Norris e outros, 2015).Os dados estatísticos demonstram que a redução da extrema pobreza, não é salutar apenas para os mais pobres, mas sim, para toda a economia e desenvolvimento mundial.

No Brasil, a desigualdade social é histórica. Alguns pesquisadores atribuem a desigualdade brasileira, a fatores ligados ao Brasil Colônia, onde a influência ibérica, os títulos de posse de latifúndios e a escravidão, seriam as principais raízes das desigualdades sociais de hoje. Todavia, a desigualdade social contemporânea, tem um forte vínculo ao processo de modernização, que tomou conta do país a partir do início do século XIX. O crescimento econômico desarmônico, trouxe consigo os problemas relacionados a miséria, segurança pública, concentração de renda, desnutrição, mortalidade infantil, saúde pública e educação. A exclusão social no Brasil, tende a ser hereditária, com raras exceções. Algumas iniciativas dos governos brasileiros voltadas às políticas públicas de controle e planejamento de ações, no combate a exclusão social, estão sendo desenvolvidas, porém, ainda tímidas e com poucos resultados, tais como: Cadastro Único (implantado em 2001), visa identificar famílias de baixa renda; Programa Brasil Sem Miséria (implantado em 2011), fomenta uma série de programas de inclusão, urbana e rural. Segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial – 2013, 16 milhões de brasileiros ainda vivem na extrema pobreza.

Os números são alarmantes e preocupantes. A solução passa por políticas públicas que devem ser implementadas com urgência e prioridade aos mais pobres, pessoas com maior vulnerabilidade social. As estatísticas apontam o cominho mais eficaz: reduzir a desigualdade, investir no capital humano, fomentando o desenvolvimento harmônico da economia, da capacidade de compra e da capacitação de mão de obra qualificada. Os governantes precisam tomar consciência de suas reais missões, que devem ser voltadas ao interesse público, ao bem coletivo, da maioria da sociedade e da população mais carente, em detrimento dos interesses pessoais e corporativos.

Leia Também 33º Domingo do Tempo Comum. O Enart, de novo! A importância de ter uma recepcionista/secretária preparada em seu consultório. Feito é melhor que perfeito